Meditação diária de 20/10/2019 por Flávio Reti – Arthur Sendas
20/10/2019
Meditação diária de 22/10/2019 por Flávio Reti – André Jacques Garnerin
22/10/2019

Meditação diária de 21/10/2019 por Flávio Reti – José Eduardo Cavalcanti de Mendonça

21 de outubro

I Timóteo 6:10  “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males…”

José Eduardo Cavalcanti de Mendonça

Um grande publicitário brasileiro que ganhou as páginas de jornais e revistas com o nome de Duda Mendonça e por ser o comandante de várias campanhas políticas vitoriosas em várias eleições. Seu destaque maior veio quando trabalhou na campanha de Luís Inácio Lula da Silva para presidente, quando ele foi elogiado por muitos profissionais da sua área. Ele também foi a chave da campanha de Paulo Maluf para a prefeitura de São Paulo, de Marta Suplicy, de Ciro Gomes e de Cid Gomes no Ceará. Mas, em 2005 ele foi envolvido no famoso escândalo do Mensalão e felizmente ele foi liberado por enquanto pelo Supremo Tribunal Federal. Teve tanta má sorte que um ano depois veio novamente a ser investigado na operação Lava Jato e sua única saída para não ser preso foi assinar um acordo de delação premiada. Observe a ascendência do homem: Cursava a faculdade de Administração na Bahia, abandonou e se tornou corretor de imóveis e, pela primeira vez, tomou contato com a área de propaganda e marketing desenvolvendo ideias de vendas para uma agência de publicidade. Gostou da coisa e criou sua própria agência com o nome de DM9 Propaganda e seu primeiro contrato foi com a imobiliária onde havia trabalhado como corretor. Em pouco tempo sua agência foi agregando contratos e chegou a ser considerada a agência de propaganda do ano. Ele já abriu uma filial em São Paulo, mudou o nome da agência para DS/2000 e em cima de seu sucesso fez a campanha do prefeito de Salvador, Mario Kertész. Depois da campanha de Paulo Maluf em São Paulo, Duda ganha repercussão nacional no marketing político. Voltou com o nome DM9 e elegeu Lula para presidente. Pronto, já se tornou o publicitário exclusivo do PT, mas caiu na esparrela ao ser preso em Jacarepaguá quando a polícia federal chegou a uma rinha de galos onde estava Duda Mendonça e mais 200 participantes. Era coisa grande, três arenas, vários viveiros para os galos e mais de cem animais quase todos machucados. Duda Mendonça abandonou os galos e se transformou em criador de cavalos de raça e participava de vaquejadas e de eventos de exposição de animais pelo Brasil todo. Caiu novamente nas malhas da polícia federal acusado de lavagem de dinheiro, de evasão de divisas quando já havia criado, em Portugal, a agência de publicidade Duda Portugal e fez a campanha da rede de mercados Pingo Doce de lá. Por aqui continuava elegendo políticos, tais como Siqueira Campos do Tocantins, Roseana Sarney do Maranhão, Ricardo Coutinho na Paraíba, Marta Suplicy em São Paulo e Lindemberg Farias entre vários outros. Ele se complicou todo ao dizer para a polícia federal que tinha conta aberta nas Bahamas sob a orientação de Marcos Valério, o operador do Mensalão, também por orientação do tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Resumindo, ele chegou a fazer contratos de 150 milhões com a presidência da República diretamente no governo Lula/Dilma e com mais de 400 milhões em outras propagandas do governo.

Gerenciando milhões e em voltas com a polícia. Qual a utilidade do dinheiro se nem dormir sossegado ele conseguia? Com muita propriedade disse Jesus: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo; se alguém ama o mundo, o amor do pai não está nele” (I João 2:15).

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