Meditação diária de 20/06/2019 por Flávio Reti – Roberto Gomez Bolaños
20/06/2019
Comentários da Lição 12 (2o Trim/2019) por Classe ECC
21/06/2019

Meditação diária de 21/06/2019 por Flávio Reti – Maria Eva Duarte de Perón

21 de junho

Eclesiastes 9:11  “Observei ainda e vi que debaixo do sol não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a peleja…”

Maria Eva Duarte de Perón

Ela foi mais conhecida como Evita, que antes de ser a primeira dama da Argentina, esposa do general Juan Domingo Perón, ela era uma atriz que participava da política. Sua mãe, uma costureira pobre, tinha um amante e com ele 6 filhos todos registrados como filhos do amante, exceto Eva que cresceu com alguma frustração, motivo suficiente para ela buscar superação na vida adulta. Pode bem ser por esta razão que Evita, quando já havia se tornado a primeira dama, se envolvia sempre com a causa dos pobres. Seu pai havia comprado sua mãe em troca de um jumento e uma carroça, e Evita era desprezada como filha bastarda, por isso ela almejava um futuro brilhante como via nas novelas, nos seriados e nos filmes de Hollywood. Ela mal conheceu o pai que um belo dia resolveu voltar para sua legítima esposa e com isso sua mãe se viu obrigada a sustentar sozinha Evita com onze anos e suas três irmãs e um irmão. Com quinze anos Evita bateu para Buenos Aires tentando a sorte nas portas dos teatros e casas de show, afinal ela era obstinada naquilo que sonhava. Levava consigo apenas uma malinha com suas pouquíssimas roupas, apenas um vestido melhorzinho para sair, alguns outros trapos lavados e engomados pela sua mãe. Quando sua mãe insistia para que voltasse para casa, ela respondia sempre: Primeiro a celebridade. Foi assim, até que um dia deu certo, ela foi contratada para estrear no cinema e em seguida contratada para fazer radionovelas, porque naquele tempo ainda não havia telenovelas. Assim passavam os dias até que conheceu Juan Domingo Perón que já era o vice presidente da Argentina e ministro da guerra e do trabalho. Um belo dia os militares prenderam Perón acusando-o de beneficiar apenas os pobres, mas Evita, se valendo de seu talento como pessoa pública, organizou vários encontros e comícios populares que obrigaram a soltura de Perón. Logo depois ela se casou com Perón e em seguida ele se tornou presidente. Ela se encarregou de carrear para Perón o apoio da comunidade pobre, imigrantes, e ruralistas a quem ela dava o nome de “descamisados”. Aconteceu que Evita acabou sendo muito mais popular do que Perón e encabeçando o movimento peronista ela alcançou tremendo sucesso que seu nome hoje é mais venerado do que o próprio presidente Perón. É impressionante a trajetória ascendente que ela percorreu em pouco tempo. Da obscuridade como menina pobre do interior ao auge da vida política com tremenda projeção, mas que durou muito pouco, apenas sete anos. Muito pouco tempo de brilhantismo, mas o suficiente para se tornar uma mulher muito poderosa e importante na vida da Argentina. Morreu com apenas 33 anos, entre muitos mistérios e capítulos que até hoje não foram explicados. Mas Evita foi um esteio, uma coluna, um piso superior sobre o qual o peronismo se apoiou e existiu. Depois de passar fome, se submeter aos assédios de canastrões e cafajestes e suarentos do mundo artístico que lhe prometiam chances condicionadas a algumas horas nas camas vagabundas de pensões portenhas, Eva acabou por ter a primeira chance concreta sendo a primeira dama, quase venerada pela população e lembrada ainda hoje depois de morta.

Determinação é a palavra que inspirou Evita e a mesma que deve nos inspirar, afinal a vida é uma luta não para os fracos, mas para os que creem e que correm atrás. O evangelho está aí como regras e normas para todos conseguirem sucesso aqui e no porvir.

Os comentários estão encerrados.