Meditação diária de 19/11/2019 por Flávio Reti – Avram Yossievitch Bloch
19/11/2019
Culto de Oração (20/11/2019 às 20h00)
20/11/2019

Meditação diária de 20/11/2019 por Flávio Reti – Samuel Klein

20 de novembro

Eclesiastes 9:11  “…mas a ocasião e a sorte ocorrem a todos”

Samuel Klein

Em 20 de novembro de 2014 morria em São Paulo um grande empresário empreendedor, o fundador das lojas de departamentos, Casas Bahia, o Senhor Samuel Klein. Ele nasceu na Polônia de uma família judaica, mas veio para o Brasil fugindo da perseguição contra os judeus criada pela ânsia de Adolf Hitler e se naturalizou brasileiro. Deu grande contribuição ao comércio varejista e dando também emprego a milhares de brasileiros. Por incrível que pareça, as Casas Bahia nada tem a ver com a Bahia, têm mais é com a Polônia. Ele era um dos nove filhos da família Klein, numa pequena localidade de nome Zaklikow onde havia uma população de uns 3000 pessoas e uma minoria judia que não falava o polonês, mas um dialeto chamado Idiche. Algo que pode ter despertado a perseguição à família Klein foi seu pai usar barba curta que o identificava como judeu. E ele, Samuel Klein, era apelidado de judeuzinho e os judeus não queriam assumir sua nacionalidade por medo dos nazistas. Ainda pequeno, aprendeu a profissão de marceneiro porque seu pai e seu tio eram marceneiros, mas ele também aprendeu cedo a negociar os animais que a família tinha no campo. Aparentemente levava uma vida normal como qualquer criança. Mas, eis que em 1939 os nazistas invadiram a Polônia e Samuel foi levado juntamente com seu pai para Majdanek, o terceiro maior campo de concentração na Segunda Guerra e lá todos eram forçados a trabalhos obrigatórios. Sua mãe e seus outros irmãos foram levados para outro campo, mas de extermínio em Treblinika e nunca mais foram vistos, provavelmente foram mortos. Quando estavam sendo transferidos para o campo de Auschwitz, já depois da libertação da Polônia, Samuel conseguiu se afastar do pelotão que teria de caminhar 50 quilômetros a pé e se escondeu no meio de uma plantação de trigo e lá passou a noite. No dia seguinte foi encontrado por cristãos polacos que o recolheram e o ajudaram a fugir. No fim da guerra, Samuel conseguiu voltar para sua antiga casa, mas a encontrou destruída. Foi então trabalhar numa fazenda e lá encontrou uma irmã e um irmão (Sezia e Salomão). Com o fim da guerra, eles, os três irmãos, foram para a Alemanha administrada pelos americanos e lá conseguiram encontrar o pai ainda vivo. Viveram em Munique de 1946 a 1951 e lá iniciaram a vida como comerciantes vendendo vodka e cigarros para os soldados americanos. Em cinco anos Samuel conseguiu ganhar algum dinheiro e se casou com uma jovem alemã e lá mesmo tiveram seu primeiro filho. Sentindo que estava na hora de deixar a Europa, eles migraram para Israel. Ele não conseguiu imigrar para os Estados Unidos porque a cota era limitada e resolveu vir para a América do sul, para a Bolívia, e assim vieram. Mas a Bolívia não estava em boa situação e eles rumaram para o Rio de Janeiro conseguindo autorização para viver aqui. Estabeleceu-se depois em São Caetano e passou a mascatear de porta em porta vendendo roupas de cama, mesa e banho para judeus e árabes na região do Bom Retiro, na década de 50. Utilizava para isso uma charrete que adquiriu de um conhecido. Bem, o resto da história você já conhece, porque ele chegou a 560 lojas no ano 2.000. A lição que tiramos desse relato é que devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos oferece, porque só o trabalho sério produz riquezas.

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