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20 de junho

Provérbios 15:24  “Para o sábio, o caminho da vida é para cima, a fim de que ele se desvie do Seol, que é embaixo”

Roberto Gomez Bolaños

Talvez você não saiba de quem se trata, mas acredito que seus programas você já viu, pelo menos um deles, porque Roberto Bolaños é o mais apreciado herói da garotada, O Chaves. Lá no México, onde ele nasceu e viveu, seu apelido era Chespirito e ele atuava como ator, cantor, comediante, compositor, desenhista, pintor, poeta, produtor de programas para televisão, publicitário e para variar era engenheiro de formação, porque embora fosse talentoso em tudo, ele nunca exerceu a profissão de engenheiro eletricista. Em língua espanhola ninguém se comparou a ele na linha de humor e entretenimento, a ponto de ser considerado um ícone mexicano. Sua notoriedade e sucesso internacional vieram da criação do seriado El Chavo del Ocho (traduzido por “O Chaves” no Brasil) e El Chapolin Colorado, um herói atrapalhado (traduzido por Chapolin no Brasil). Sua mãe era uma secretária tradutora de nome Elza e seu pai um cartunista e ilustrador de nome Francisco Gomez. Durante 40 anos, O Chaves foi um fumante inveterado, mas abandonou o vício quando se conscientizou de que era um vício feio e ruim, sem estresse. Pelo fato de ser talentoso nas áreas de artes, foi apelidado de Chespirito, uma forma diminutiva da palavra Shakespeare espanholada, apelido que um diretor de cinema lhe deu porque o considerava tão fecundo e tão maleável como o original Shakespeare Inglês. Quando o seriado “Chaves” e “Chapolin” completaram 30 anos na televisão mexicana, a Televisa prestou uma homenagem a ele e seu elenco com um programa denominado “Não contavam com minha astúcia”, frase coluna do seriado. Nesse dia ele reencontrou Carlos Vilagran, o Quico, que não se viam há mais de 20 anos por causa de desentendimentos no programa. Chaves deixou um livro de suas memórias intitulado “Sin querer Queriendo”, na verdade sua biografia. Seus programas seriados foram relançados em forma de desenho animado em 2006, produzidos pelo filho de Chaves, e obteve o mesmo sucesso. Pelo fato de ter sido fumante há muito tempo, ele adquiriu uma insuficiência respiratória e preferiu se mudar da cidade do México, onde sempre morou, para Cancun pensando em minimizar os efeitos da dificuldade de respirar. Estando lá, em Cancun, ele criou uma conta no Twitter e dentro de um dia já tinha 170.000 seguidores, no segundo dia foi para 250.000 seguidores, tal o sucesso do nome Chespirito (O Chaves). Mas, como tudo neste mundo tem um fim, Roberto Gomes Bolaños faleceu em 2014 na sua própria casa em Cancun. Assim fechou o ciclo e terminou a saga do Chespirito, O Chaves aqui pra nós.

Agora, pensando em legado, o que foi que Chaves deixou para a humanidade? Seriados, filmes, desenhos animados, coisas semelhantes que levam à descontração por alguns momentos? Passado o filme, terminado o programa, lido o livro, a vida volta à realidade de trabalho, de luta, de competição pela própria vida, de desespero, de ansiedades e de perguntas sem respostas, assim é a vida. Mas quando você olha para a vida de Jesus, não vê passatempos, não vê faz de conta, não vê seriados inúteis. Vê, ao contrário, uma vida dedicada diretamente ao ser humano na tentativa de salvá-lo, de preparar sua vida para viver no céu. Acho que este é o maior legado jamais deixado por alguém. Por isso, Jesus foi, é e sempre será lembrado muito mais do que o Chaves, porque ele é real e não criatividade para divertir.

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