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Dia do Contador de Histórias

“Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava” Mateus 13:34

Na bíblia não aparece a palavra história, aparece a palavra crônica ou parábola com significados paralelos. Mas o dia 20 de março foi escolhido em 1991, como o dia do contador de histórias, por um grupo de pesquisadores suíços com o intuito de implantar essa data em todo mundo.

Na sua criatividade, o brasileiro já entra com várias expressões ligadas a palavra história: História da carochinha, história pra boi dormir, história pra lagartixa cair da parede, história do João-sem-braço, história do arco-da-velha e outras.

Já vai longe o tempo em que as vovós, as mamães reuniam as crianças ao redor de si e contavam histórias de príncipes e princesas, de bruxas más, de marinheiros destemidos, e viajantes que cruzavam os sete mares. Hoje as histórias ganharam contornos diferentes. Elas são contadas em revistinhas, em quadrinhos, em vídeos, em programas de computadores, tiras de humor e por aí vai.

Histórias são histórias e nem sempre são reais. Sempre há uma história fictícia e uma história real, aquela que a humanidade faz ao longo do tempo. A história do Brasil é real, a história da Branca de Neve e os sete anões, história de Lobisomem não é.

Aqui entra a sabedoria humana, saber distinguir o que é real do que é ficção. Muitas vezes somos assediados com histórias que não são reais, mas que são revestidas de roupagens tais que a fazem parecer reais e passar por reais. Às vezes uma palavra distorce toda a história. Veja essa história real. Estávamos trabalhando perto de uma casa cuja mãe da família estava internada no hospital próximo. Numa certa hora o telefone tocou e a menina de 10 anos, filha da enferma, atendeu. A pessoa do outro lado disse que a mãe estava na mesma. A menina entendeu que a mãe estava na mesa e daí foi aquele alvoroço. Nossa literatura está cheia de histórias mal contadas, interpretações mal feitas.

Nosso cuidado seria ouvir bem para não interpretar mal. Ler com atenção para não traduzir mal. Falar palavras adequadas para não permitir compreensão errada.

O conselho que temos da palavra de Deus é o seguinte: “Seja, porém, o vosso falar: sim, sim; vosso não, não, pois o que disso passar é de procedência maligna” (Mat.5:37).

No Brasil temos o costume de acenar com a cabeça para cima e para baixo quando queremos dizer sim e acenar com a cabeça para a direita e para a esquerda quando queremos dizer não, mas os comediantes costumam dizer sim acenando a cabeça para os lados e dizer não acenando a cabeça para cima e para baixo. É uma maneira de confundir quem vê e ouve. Não podemos ser assim.

Devemos evitar a dubiedade, a má interpretação. “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus”. (Educação, págs. 56 e 57).

A história mais comovente que o mundo já ouviu ainda é a história da cruz, a história de um Deus de amor que deixou suas atribuições no reino dos céus e se dignou descer até nós para nos salvar. É inconcebível para um ser humano uma atitude dessa, no entanto, foi exatamente assim que aconteceu. Jesus veio do céu para nos salvar. Ele se fez homem, um homem como os demais, homem de dores, sendo homem se fez servo e sendo servo admitiu a morte, mas não a morte comum, massa morte de cruz, reservada aos mais vis malfeitores a fim de nos salvar. Isso nos leva a entender que o homem, aviltado como possa ser, ainda cabe dentro do amor de Deus. Deus nos ama, pode crer. Se assim não fosse já estaríamos abandonados à nossa própria sorte ou já teríamos desaparecido da existência. Se estamos aqui é porque Deus ainda nos ama.

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