Programação de Férias 2019
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Meditação diária de 20/12/2019 por Flávio Reti – Uri Geller
20/12/2019

Meditação diária de 19/12/2019 por Flávio Reti – Zumbi dos Palmares

19 de dezembro

II Pedro 2:19  “…porque, de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo”

Zumbi dos Palmares

Para entendermos essa saga de Zumbi, vamos entender primeiro algumas palavras que aparecem na sua história. Zumbi é um termo originário de Zumbe, do idioma quimbundo falado nalguns países da África, significando fantasma, ou a alma de alguém falecido, e foi o nome dado a um líder da resistência dos negros contra a escravidão aqui no Brasil. Palmares era o nome dado ao local e Kilombo era uma colônia de negros fugidos das fazendas, das senzalas, das prisões, das lavouras e se refugiavam lá para juntos resistir. Fazendeiro algum se arriscava a buscar lá um escravo fugido. Ficava na Capitania de Pernambuco, antes das divisões dos estados como são hoje, e atualmente o local se chama União dos Palmares e fica no Estado de Alagoas. Na verdade os negros fugiam para lá com a intenção de juntos formarem um reino e se defenderem. Eles se apossaram de uma área do tamanho do Estado de São Paulo e a população já alcançava trinta mil negros, incluindo homens, mulheres e crianças. Lá eles plantavam, cultivavam e o que produziam era para sua própria subsistência. Com as invasões holandesas em Pernambuco, desorganizou-se a produção açucareira e facilitou as fugas dos escravos. Zumbi nasceu em 1655, no auge da cana de açúcar, o principal produto de exportação para a Europa. Ele foi sequestrado quando criança e deixado aos cuidados de um padre português de nome Antônio Melo com quem ele foi alfabetizado, aprendeu falar Português e aprendeu o Latim ajudando o padre nas celebrações de missas. Todo esforço do governador da capitania para retomar Palmares era em vão, porque os negros não se rendiam e o problema já vinha se arrastando por mais de quarenta anos. O governador da capitania se aproximou do líder, que até então era Ganga Zumba propondo um acordo de paz e oferecendo liberdade aos negros revoltados e fugitivos se a comunidade se submetesse à autoridade estabelecida por Portugal. Zumba aceitou a proposta de se renderem, mas zumbi desconfiou da oferta e desafiou o líder Ganga Zumba e prometeu continuar a resistência contra a opressão portuguesa e se tornou o novo líder do Kilombo. Um bandeirante paulista de nome Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar uma invasão no Kilombo. Em 1694, Zumbi estava com 40 anos, o Kilombo de Palmares foi destruído, Zumbi foi alvejado e ferido, mas não morreu, sobreviveu mas foi traído e entregue a um capitão que o apunhalou matando-o com mais vinte negros em 1695. Cortaram-lhe a cabeça, enviaram ao governador da capitania que a expôs em praça pública no Pátio do Carmo, em Recife, querendo provar à população quem mandava era ele e que a crença da imortalidade de Zumbi era falsa. Se algum negro tentasse desistir do Kilombo e voltar para as fazendas, ele era brutalmente tratado e executado. Chegou-se a dizer que eles escapavam da escravidão branca e se tornavam escravos de Zumbi. Eram escravos deles mesmos pela severa justiça do Kilombo. O dia da morte de Zumbi, 20 de novembro é lembrado e comemorado no Brasil como o Dia da consciência negra.

Está aí algo que eu nunca pensei: Querer escapar da escravidão e se tornar escravo dentro da sua própria comunidade. E assim é, o homem nunca será livre totalmente. Há apenas uma condição e esta foi dada por Jesus: “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36), do contrário o homem ainda que se liberte de alguma coisa da sociedade, será contudo escravo de si mesmo.

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