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18/10/2019
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19/10/2019

Meditação diária de 19/10/2019 por Flávio Reti – Francisco Alves Mendes Filho

19 de outubro

Salmos 16:1  “Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio”

Francisco Alves Mendes Filho

Nascido em Xapuri, no Estado do Acre, ele foi um seringueiro que se tornou sindicalista, ativista político e ambientalista brasileiro, mais conhecido como Chico Mendes. Sua luta foi pela preservação da floresta e dentro dela as seringueiras nativas, o meio de sobrevivência dos habitantes da Amazônia. Sua atuação lhe deu um grande reconhecimento internacional, mas também levantou contra si a fúria assassina dos grandes fazendeiros e madeireiros locais. Embora ele tenha nascido no Acre, seus pais eram migrantes cearenses que chegaram para trabalhar nos seringais e ele, ainda criança, acompanhava o pai mata adentro. Só conseguiu aprender a ler com 19 anos, porque no meio dos seringais não havia escolas e não interessava aos proprietários de terra implantá-las nas suas propriedades. Uma vez sendo líder sindical dos Trabalhadores rurais de Basileia, ele se envolveu ativamente nas lutas dos seringueiros tentando impedir o desmatamento ilegal. Ele também organizou movimentos em defesa da posse da terra pelos nativos. Ele mesmo criou o sindicato dos Trabalhadores Rurais do Xapuri e assim conseguiu ser eleito vereador local. Começaram aí as ameaças de morte vindas dos fazendeiros com prejuízo também para o seu partido, que o abandonou deixando-o a lutar sozinho pelos interesses dos sindicalizados. Certa vez ele promoveu um foro de discussões entre as lideranças sindicais, populares e religiosos na Câmara Municipal de Xapuri e foi acusado de subversão. Esteve preso e foi torturado sem a oportunidade de registrar um boletim de ocorrência porque foi a própria polícia que o prendeu. Ele não tinha como registrar na Polícia a ocorrência da qual foi vítima pela própria polícia. Em 1980, ao lado do candidato Lula, ele participou de comícios e acabou sendo enquadrado na lei de segurança nacional como subversivo. Tudo isso a pedido dos fazendeiros da região que mandavam nas autoridades, que o acusavam de incitar o assassinato de um outro presidente de sindicato dos trabalhadores de Basileia. De um de seus encontros nasceu a ideia de reunir os “povos da Floresta”, os castanheiros, os seringueiros, os pescadores, o quebradores de coco, os indígenas e os habitantes das margens dos rios criando reservas extrativistas. Visitado por membros da ONU, ele denunciou os projetos financiados por bancos estrangeiros que estavam deflorestando, extinguindo e depauperando as florestas. Não contente, levou essa acusação ao Senado Americano e ao Banco de Desenvolvimento que acabou suspendendo os financiamentos dos projetos e ele foi acusado mais uma vez pelos fazendeiros e políticos de prejudicar o desenvolvimento da região. Uma semana depois do seu aniversário de 44 anos, passando pela porta dos fundos de sua casa para ir tomar banho, ele foi alvejado por tiros de escopeta no peito. Tombou o líder e em 2007 a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, criou o Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade e isso é o que restou de toda luta de Chico Mendes pelo bem da sua gente na Floresta Amazônica.

Pergunta-se: Quanto lhe rendeu todo esforço para unir os povos da floresta, de lutar para defendê-los, de querer ser o líder deles? Tudo se foi e hoje só resta a lembrança de alguém que foi um ícone e nada mais. Essa vida é realmente muito incerta, só a vida eterna é certa. Compensa lutar por ela e somente por ela.

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