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18/09/2019
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19/09/2019

Meditação diária de 19/09/2019 por Flávio Reti – Theodore John Kaczynski

19 de setembro

Salmos 32:9  “Não sejais como o cavalo nem como a mula que não tem entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio…”

Theodore John Kaczynski

Você diria que o professor Ted Kaczynski, como era chamado, com doutorado em matemática pela Universidade de Michigan, destaque desde criança como um prodígio de inteligência, com 25 anos já era professor assistente na Universidade da Califórnia, que foi aceito em Harvard com 16 anos e renunciou a tudo para se tornar um terrorista conhecido na mídia americana como Unabomber? Entre aquilo que ele deixou escrito estava o seu entusiasmo em projetos de desenvolvimentos tecnológicos e científicos que fossem bons para melhorar a qualidade de vida de seu povo. De tudo que ele galgou e conseguiu só desfrutou durante dois anos, depois mudou de ideia e se mudou para uma cabana isolada em um sítio onde não havia água encanada nem eletricidade e lá foi viver como um ermitão tentando sobreviver independente da sociedade e auto sustentável. De repente ele viu as matas naturais ao seu redor sendo destruídas, o desenvolvimento econômico pressionando e chegando cada vez mais perto dele e daí ele começou a ameaçar com bombas aquele que, segundo sua mentalidade, o estavam ameaçando com a destruição de seu ecossistema. Ele culpava os cientistas, os engenheiros, os comerciantes e executivos de todas as áreas e começou a enviar bombas para pessoas específicas, alguns pesquisadores que ele conhecia, alguns professores universitários que ele também conhecia, executivos de empresas industriais e aéreas e acabou matando três pessoas e ferindo 23 até que um dia acabou preso, lógico. O FBI entrou no caso e criou um nome para caracterizar a operação de caçada, Unabom, foi o nome escolhido como uma abreviatura para “University and Airline bomber”, mas a mídia arredondou o nome para UNABOMBER. Ele chegou a mandar cartas anônimas para o jornal Washington Post, para o The New York Times exigindo que publicassem um manifesto atribuindo os ataques a um grupo que ele inventou o nome de Freedom Club. Sua denúncia era que o avanço da tecnologia sem controle representava uma ameaça à natureza e roubava a liberdade humana e a dignidade das pessoas. O FBI não conseguiu prendê-lo, apesar de muitos esforços, mas seu irmão e sua esposa reconheceram sua caligrafia no texto do manifesto e avisaram o FBI. Ele foi preso e condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Outros anarquistas saíram em defesa dele, mas sem influência alguma. Seu manifesto tinha vários detalhes de condenação da sociedade que em parte ele tinha razão, mas a maneira de reivindicar foi totalmente errada.

Bem, reivindicar todos nós em algum momento reivindicamos alguma coisa, aliás, é um direito do cidadão livre, mas é igualmente direito da outra parte negar ou aceder, tudo vai depender do argumento entre as partes ser convincente ou não. Olhando pelo lado religioso, vemos os crentes das atuais igrejas pentecostais reivindicando de Deus que faça isso ou aquilo, como que querendo manipular a Deus. Você vai ver na televisão pregadores dizendo palavras assim: “Ó Deus, cura este homem, eu te ordeno em nome de Jesus”. Tudo errado, Deus não pode se deixar manipular por meros seres humanos, inconsequentes, desconhecedores de quem realmente é a pessoa de Deus, ignorantes da distância que existe entre nós pecadores mortais e um Deus santo, eterno, onisciente e que tem os mundos do universo nas suas mãos. A ignorância tenta diminuir o próprio Deus e não se vê ignorante, como o Unabomber que não se via como terrorista e era de fato um terrorista assassino.

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