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18/05/2019
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20/05/2019

Meditação diária de 19/05/2019 por Flávio Reti – Honoré de Balzac

19 de maio

Isaías 65:6  “Eis que está escrito diante de mim: Não me calarei, mas eu pagarei, sim, deitar-lhes-ei a recompensa no seu seio”

Honoré de Balzac

Estamos diante de um notável escritor francês, considerado um grande expoente da literatura moderna realista da qual, lá na França, é considerado o criador. Sua grande obra, conhecida como Magnum opus, é um conjunto de 95 romances, algumas novelas e alguns contos que retratam a sua sociedade, na sua época, os anos de 1800. Ele denominou sua obra de Comédia Humana, logo após a derrocada de Napoleão Bonaparte em 1815. Na sua tendência, ele abordou a maneira como os homens usam o dinheiro, como lidam com a usura, a hipocrisia dentro das famílias. Ele fez muitos discípulos lá e aqui no Brasil, como Zola, Dickens, Dostoyevsky, Flaubert, Machado de Assis, Castelo Branco. Era um devasso amante da noite e gostava de se relacionar com mulheres de qualquer gosto, mas o mais sério foi com uma polonesa com quem se casou pouco antes de morrer. Nos seus dias era comum as mães mais abastadas deixarem seus filhos recém nascidos com uma ama de leite e com isso os filhos cresciam sem afeto pelos pais biológicos e talvez isso explique um pouco do comportamento frio de Balzac. Teve problemas na escola a ponto de um zelador de escola se ufanar ao dizer que teve o privilégio e a honra de escoltá-lo centenas de vezes para uma sala especial onde confinavam alunos resistentes. Uma vantagem Balzac tinha, mesmo sendo mau aluno, ele devorava os livros que apareciam na sua frente. Balzac não era um homem muito sadio, ele sempre aparecia adoentado, visto que certa vez o diretor de uma escola onde ele trabalhou o enviou para casa com um espécie de coma. Quando sua avó o viu chegar exclamou: Olha como a escola devolve os filhos bonitos que lhe enviamos. Quando adolescente Balzac tentou suicídio se atirando de uma ponte do rio Loire, na França. Balsac fracassou em quase tudo que empreendeu, como auxiliar de advogado ele desistiu, como dono de gráfica ele faliu, como escritor foi desacreditado pelos críticos da época, como jornalista foi mais um fracasso. Embora no seu tempo ele tenha passado dificuldades, pobreza e falta de reconhecimento, atualmente os críticos lhe atribuem grande mérito, mas agora já é tarde, ele não viveu para ver o reverso do que lhe diziam na época.

Assim também pode acontecer com os filhos de Deus. Eles se esforçam, lutam, trabalham duramente para deixar alguma coisa na vida que os recomendem para a posteridade e parece que nada do que empreendem dá certo. Muitos morrem, deixam esta vida, com a impressão de que foram inúteis. Mas na vinda de Jesus, muita coisa será revelada, das quais os fiéis nunca tiveram noção. Se ajudaram alguém, se pregaram para alguém, se alimentaram algum pobre, tudo isso será reconhecido pelo juiz de toda terra na volta de Jesus e justiça lhes será feita com as mais lindas palavras proferidas por Jesus: Vinde benditos de meu pai, vocês foram fiéis no mínimo, sobre o muito os colocarei”. Todo esforço de Balzac foi mal entendido e desvalorizado nos seus dias, só hoje ele é reconhecido como um grande escritor. Quem sabe hoje você também é pouco reconhecido, mas um dia seu nome estará entre os vencedores que herdarão a vida eterna.

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