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17/11/2019
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19/11/2019

Meditação diária de 18/11/2019 por Flávio Reti – Ali Lesid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan

18 de novembro

Provérbios 12:20  “Engano há no coração dos que maquinam o mal, mas há gozo para os que aconselham a paz”

Ali Lesid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan

Estranhou o nome? Ele é mais conhecido nos meios literários como Malba Tahan que é o pseudônimo do brasileiro Júlio Cesar de Mello e Souza, o homem que escreveu o famoso livro do “O homem que Calculava”. Quem lê o livro pensa que Júlio Cesar e Malba Tahan são duas pessoas distintas porque logo na primeira página aparece um árabe de barba longa de turbante escrevendo. Ao criar esse pseudônimo, Malba Tahan queria que ele parecesse real, que trouxesse à mente uma pessoa que supostamente teria existido de fato. Ele, então, decidiu estudar a cultura e a língua árabe durante sete longos anos para ter elementos para inventar a biografia desse tal Malba Tahan e para tecer seus contos em torno dessa personagem de maneira que fosse tão próximo da realidade que convencesse pela linguagem, pelo ambiente do conto, pelo uso de termos árabes. Seu primeiro livro foi “Contos de Malba Tahan” e iludiu tão perfeitamente que todos passaram acreditar que de fato era outra pessoa. A tal ponto se misturaram Júlio Cesar com Malba Tahan que o presidente Getúlio Vargas autorizou Júlio Cesar usar o nome de Malba Tahan na sua própria identidade. Na sua identificação ele diz que é um crente de Allah, adepto de seu santo profeta Maomé, que nasceu na Península Arábica, numa aldeia conhecida por Muzalit, próxima da cidade de Meca. Ele ilude bem dizendo que ainda jovem recebeu um convite do Emir Abd el Azziz bem Ibrahim para ser o Queimaçã, (isto é, o prefeito) de El-Medina, um município da Arábia. Conta que “exerceu” suas funções administrativas com habilidade e grande inteligência. Conta que conseguiu evitar incidentes entre peregrinos e autoridades locais e deu amparo aos estrangeiros que vinham visitar os locais sagrados o Islã. Malba Tahan estudou no Cairo, em Istambul, e recebeu uma grande herança de seu pai e saiu viajar pelo mundo. Ele conseguiu iludir tão bem que chegou a afirmar e ser crido que seus livros foram escritos em árabe e traduzidos para o Português pelo professor Breno Alencar Bianco, outro pseudônimo criado por Julio Cesar de Mello e Souza. Malba Tahan significa “Molero de Malba”, onde Malba seria uma vila da Arábia. Para Silveira Peixoto e para Monteiro Lobato ele contou seu segredo e contou também como nasceu o nome Malba Tahan. Disse ele que conheceu uma aluna com o nome de Maria Zachsuk Tahan e perguntando a ela o significado no seu nome, ela explicou que significava “moleiro”, o homem do moinho. Daí ele descobriu que existia de fato uma aldeia no sul da Arábia de nome Malba, pronto, estava aí o nome perfeito, criativo, sonoro. Ao longo de sua vida ele escreveu 120 livros, sendo 69 de contos e 51 de matemática recreativa, mas tudo ficção que ele soube tão bem criar enganando a todos sobre a origem das obras.

Ele foi muito artimanhoso ao criar seu pseudônimo, ao escrever suas obras de maneira que parecem realidades, onde qualquer um que leia desavisado vai concluir que de fato ele é um árabe escrevendo. Daí nós concluímos que não é difícil enganar as pessoas, basta ser convincente. E foi exatamente o que satanás fez com Adão e Eva no Éden, convenceu-os de que Deus estava escondendo alguma coisa e que se eles comessem do fruto proibido eles teriam os olhos abertos para perceber o quanto estavam sendo ludibriados. Convencimento foi tudo, logo, nós podemos ser convencidos do erro ou da verdade, qual você prefere que o convença? Saiba que você não é imune, você também é susceptível a ser enganado!

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