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Meditação diária de 18/10/2019 por Flávio Reti – Amabile Lucia Visintainer

18 de outubro

I Pedro 1:15  “…sede vós também santos em todo o vosso procedimento”

Amabile Lucia Visintainer

Houve um tempo em que o Império Austríaco ocupou grande parte da Itália e muitos deixaram a região de Trento fugindo para outros países. Numa dessas ocasiões a família Visintainer (Wiesenteiner na grafia austríaca, que é um dialeto alemão) emigrou para o Brasil e foi se estabelecer na região Catarinense de Nova Trento. De uma família específica, Napoleone Visintainer e Anna Pianesser, nasceu uma menina que recebeu o nome de Amabile Lucia Visintainer. A menina Amabile frequentava sua igreja Católica e era muito atuante e depois de adolescente ela resolveu fazer um voto de ser freira e passou a ser reconhecida com a irmã Paulina porque ela criou um grupo de irmãs com o mesmo objetivo que se chamou Coração Agonizante de Jesus. Depois ela veio para Bragança Paulista, aqui no Estado de São Paulo, e deu início a uma congregação de nome “Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, isso na Santa casa de Bragança. Mudou-se para São Paulo, para o bairro do Ipiranga e lá ela resolveu cuidar de crianças órfãs e de ex-escravos abandonados. Lembra que com a liberdade da escravidão muito dos alforriados não tinham mais para onde ir. Os patrões os dispensava, conforme a nova lei, e eles não tinham mais a senzala da fazenda, nem comida e nem local para morar e trabalhar. Passada a fase desse primeiro amor, ela se afastou da vida pública e passou a viver reservadamente se dedicando à oração e à contemplação. Mas a vida foi passando e a idade avançando e de repente ela já estava tendo vários problemas de saúde e uma diabete severa que a obrigou a fazer várias amputações. Ficou cega e faleceu em 9 de julho de 1942. Quando o papa João Paulo II visitou o Brasil em 2002, ele esteve em Florianópolis, e baseado na sua vida de abnegação, resolveu canonizá-la oficialmente com o nome de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus e a partir daí ela passou a ser considerada pelos católicos como a primeira santa brasileira, embora ela tenha nascido na Itália, na região dominada pela Áustria. Hoje, em Nova Trento existe um santuário, um prédio enorme construído para relembrar a vida e obras da “Santa Paulina” e para a veneração daquela que é considera santa, não que de fato seja.

Muita gente se propõe a ser santo da sua maneira. Pensam que bastando fazer boas obras já adquiriram o direito de ser santos, quando santo é bem outra coisa do que fazer boas obras. A santidade deve estar no caráter, na semelhança com o Senhor Jesus Cristo. Paulo escreveu para os irmãos hebreus e os chamou de santos, mesmo sabendo que eles não eram santos, eram apenas crentes como ele

Paulo escrevia a esses irmãos como a “santos em Cristo Jesus” (Filip. 4:21), mas não estava escrevendo a pessoas de caráter perfeito. Escrevia-lhes como a homens e mulheres que estavam lutando contra a tentação e que se achavam em perigo de cair. Apontava-lhes “o Deus de paz” que “tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus Cristo, grande pastor das ovelhas”. Assegurava-lhes que, “pelo sangue do concerto eterno” Ele os aperfeiçoaria “em toda a boa obra, para fazerdes a Sua vontade, operando em vós o que perante Ele é agradável por Cristo Jesus” (Heb. 13:20 e 21). Na verdade, nós estamos longe da verdadeira santidade, a qual só alcançaremos na volta de Jesus quando formos transformados (II Cor.15:51-53).

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