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18 de maio

Isaías 63:9  “Em toda angústia deles ele foi angustiado… na sua compaixão e no seu amor ele os remiu…”

Tupac Amaru II

De origem indígena, seu nome de nascimento foi José Gabriel Condorcanqui Nogueira e um expoente líder dos índios no Peru. Ele foi o condutor da maior rebelião do povo indígena Peruano contra as forças de ocupação espanhola. A resistência não obteve sucesso, mas Tupac Amaru veio a ser uma figura mítica, um tipo de herói nacional, que inspirou diversos movimentos objetivando a independência do Peru e pelos direitos dos povos indígenas. Esse Tupac Amaru não é o mesmo Tupac Katari, outro líder de movimento semelhante, mas na Bolívia, na mesma época. A conquista Espanhola das terras da América, fazendo aqui colônias, tinha como objetivo principal ocupar de qualquer jeito e a qualquer custo, por isso onde os espanhóis encontravam resistência eles eliminavam completamente, era um método de eliminação em massa. O uso da religião, da fome e da execução de morte encontraram muita resistência entre os indígenas. Nas palavras do historiador Pablo Neruda, “a cruz, a fome e a espada não foram suficientes para encerrar a resistência indígena frente ao colonizador”. Tupac Amaru II era filho (assim dizia ele) de outro índio Tupac Amaru I que também foi executado pelos espanhóis. Tupac Amaru II costumava trajar-se como um cortesão nobre inca, mas na realidade ele não era descendente de Tupac Amaru, basta ver pelo seu nome de batismo. Ele se dizia descendente para intermediar entre os índios e os espanhóis, mas era um cobrador de impostos sobre o povo de Cusco, os cusquenhos, até o dia que se rebelou contra o aumento dos impostos e contra a brutalidade com que eram tratados os patrícios peruanos nas minas de prata e cobre de Potosi. Sabendo do movimento iluminista na Europa e vendo a abertura dos povos para o avanço tecnológico, para a educação, para a organização das sociedades, ele conseguiu arrebanhar milhares de indígenas, mestiços e escravos, colonos pobres a se rebelar contra as exigências da Coroa Espanhola. Quando a Espanha viu seu poderio sendo minado, exacerbou ainda mais sua opressão combatendo duramente o levante peruano. É derivado desse nome que surgiu um grupo de dissidentes terroristas nos dias do presidente Fugimoro, no Peru. E Tupac Amaru II foi preso, julgado, torturado e morto de maneira cruel e por isso seu nome ainda hoje é lembrado como um herói nacional no Peru.

É verdade que ele morreu em defesa do povo peruano, mas nunca foi sua intenção morrer por eles, isso aconteceu pelo seu envolvimento na luta sabendo que corria o risco de ser morto, mas a intenção era se safar dos espanhóis e ter uma pátria livre. Muito diferente de Cristo que não veio para defender um país ou um único povo, mas veio sabendo que iria morrer pela salvação da humanidade. Ele não veio tentar resolver, ele veio com a missão de resolver o problema do pecado e de antemão sabia que iria morrer. Por trás de Tupac Amaru II está a busca de poder, de liderança, mas por trás da luta de Cristo estava o amor com que “amou o mundo de tal maneira” que se deu a morrer pelos pecados de todos. O amor é mais forte do que a ambição de poder. O amor de Cristo na cruz ensina muito mais do que a ambição de Tupac Amaru II nas terras do Peru.

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