Comentários da Lição 12 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira
17/03/2017
Meditação diária de 19/03/2017 por Flávio Reti
19/03/2017

Meditação diária de 18/03/2017 por Flávio Reti

Dia da Imigração Judaica

“Ó tu que ouves a oração! A ti virá toda a carne” Salmos 65:2

Os judeus têm uma longa história migratória. Desde o chamado de Abraão em Ur dos Caldeus. Abraão migrou de Ur para Haran. Seu neto Jacó migrou para Padã-Arã. Na sequência Jacó migrou para o Egito. De lá por meio de Moisés o povo migrou para Canaã. De Canaã foram levados cativos para Babilônia. Depois de 70 anos voltam para Canaã. Depois do ano 70 d.C., com a destruição de Jerusalém, eles se esparramam por todo mundo, a chamada grande diáspora. Em 1948, com a recriação do Estado de Israel por uma proposta da ONU, começa, no mundo, o movimento chamado Sionismo (volta para Sião) e eles migram novamente para Israel.

O dia da imigração judaica, comemorado em 18 de Março, leva em conta a vinda de imigrantes judeus para o Brasil, especificamente para o nordeste brasileiro. Não é à toa que a capital do estado do Pará se chama Belém. Logo após a independência do Brasil, foi promulgada a liberdade de culto, que até então era predominantemente católica, e começou o fluxo migratório para o Brasil. Os judeus vieram em maior número para o Pará, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.

A maioria deles vinha do Marrocos, eles eram descendentes diretos das comunidades judaicas que foram expulsas da Península Ibérica pelos reis católicos. Eles vinham com a intenção de fazer comércio, ganhar algum dinheiro e voltar para suas casas, mas com o advento de um movimento chamado antissemitismo desencadeado na Europa, sob a política de Hitler, eles resolveram ficar por aqui e trazer suas famílias.

Estou pensando aqui no movimento migratório que ocorrerá por ocasião da volta de Jesus. Mateus diz que “Ele enviará seus anjos com grande som de trombetas e ajuntarão seus escolhidos dos quatro ventos da terra, de uma a outra extremidade dos céus” (Mat.24:31) Penso que haverá um reboliço organizado, porque os crentes do mundo inteiro serão reunidos todos diante de Jesus e depois de saudados e de receberem as boas vindas rumarão, na maior migração já vista, para o céu onde viverão para sempre na presença de Cristo e de seus anjos. Eu não sou judeu, mas pretendo estar nesse movimento migratório para um lugar melhor. Migrar significa deixar tudo para trás e seguir para uma nova terra. Você está preparado? Já fez as malas para migrar? Comece logo, porque o tempo se escoa vagarosa, mas decididamente. O ano de 2016 foi marcado pela chegada de migrantes que saíram dos países islâmicos em busca de condições de vida nos países da Europa, e ao se arriscarem em embarcações precárias, muitos chegaram ao seu fim se afogando nos oceanos. Migrar não é o mesmo que mudar. Quem muda de residência, de estado, de país, sabe para onde vai, sabe o que está fazendo e sabe o que vai fazer na nova terra, mas quem migra, como vem migrando os refugiados sírios e outros árabes, deixam tudo para trás e se arriscam a uma vida incerta e sem perspectiva alguma de futuro. É morrer ou tentar. Já os crentes, que esperam a volta de Jesus, estão se preparando para um grande movimento de mudança, de migração, mas com destino certo. Eles já têm conhecimento da nova terra, sabe como será a recepção, sabem o caminho e já conhecem o provedor da nova moradia. Foi o próprio Cristo quem disse que iria preparar lugar e depois voltaria para os levar (Jo.14:1-3). Não sei se posso dar o nome de migrantes a esses que estão se preparando para o céu, mas sei que eles serão salvos de tudo que os aborrece neste mundo mau e irão viver

uma vida eterna num país de delícias sem fim. É o céu, nossa tão sonhada esperança. Nosso porto de chegada para estar para sempre com o Senhor, nosso Deus, nosso criador. Nesse movimento migratório eu quero estar, sem dúvida!

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