Meditação diária de 17/02/2017 por Flávio Reti
17/02/2017
Comentários da Lição 8 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira
18/02/2017

Meditação diária de 18/02/2017 por Flávio Reti

Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo

“O vinho é escarnecedor e a bebida forte alvoroçadora e todo aquele que nele errar não é sábio” Provérbios 20:1

Histórias e piadas de bêbados são abundantes em qualquer sociedade e no Brasil não é menos. Há um provérbio, na língua Inglesa (When the wine is in, the reason is out) que diz muito: “Quando o álcool está dentro, a razão está fora”. Há também aquela piada brasileira de que o bêbado estava para morrer de tanto beber e a família foi chamar um sacerdote para de oferecer a extrema unção. Depois de algumas rezas, o sacerdote puxou um crucifixo e ofereceu para o bêbado beijar, ao que ele disse, supondo que fosse uma garrafa: Tire a tampa.

Nessa linha de piadas, anedotas, apelidos, a literatura brasileira registra vários nomes para a bebida alcoólica, tais como pinga, cachaça, aguardente, azulzinha, água-que-passarinho-não-bebe, branquinha, esquenta-peito, malvada, mata-bicho, birita e por aí vai. No Dicionário de Aurélio encontramos mais de 60 nomes atribuídos à cachaça. O ex-presidente Lula, defensor ardoroso da malvada, registrou o nome cachaça como um produto genuinamente brasileiro, através de um decreto lei em 1997 para evitar simulacros como fez o presidente da França com o Champanhe.

No Brasil colônia, os escravos, que obviamente fabricavam para os donos dos engenhos, bebiam tanto que o Governo Português proibiu sua fabricação, alegando que o consumo exagerado poderia ameaçar a segurança e a ordem aqui na colônia. Na verdade era uma desculpa pelo fato de que o aumento do consumo da cachaça brasileira diminuía a importação da chamada bagaceira de Portugal e com isso diminuía os lucros da exportação para o Brasil. Hoje o Brasil produz 1.3 bilhões de litros de cachaça por ano, quase uma vergonha nacional.

O conselho bíblico é nem olhar para o vinho (álcool) (Prov. 23:31). O uso do álcool sempre trouxe malefícios a quem dele fez uso. Desde os tempos bíblicos, Noé se embebedou e o resultado foi desastroso (Gen.9:21). Ló, sobrinho de Abraão se embebedou e cometeu incesto vergonhoso (Gen. 19:32). Podemos dizer com segurança que os beberrões não entrarão no céu, porque está escrito que os bêbados não entrarão (I Cor.6:10). Você bebe? De vez em quando? Socialmente? “O vinho é escarnecedor e todos aqueles que nele errarem não são sábios”.

“A intemperança é um inimigo contra o qual todos necessitam estar de sobreaviso. O rápido aumento deste terrível mal deve incitar a uma luta contra ele todo que ama seu semelhante. O costume de se ministrarem instruções sobre temperança nas escolas, é um movimento feito na direção exata. Devem ministrar-se instruções neste sentido em toda escola e em todo lar. Os jovens e as crianças devem compreender o efeito do álcool, do fumo, e outros venenos semelhantes,

em alquebrar o corpo, obscurecer a mente e tornar sensual o pensamento. Deve-se explicar que qualquer que use essas coisas não pode por muito tempo possuir toda a força de suas faculdades físicas, mentais e morais” (Educação, p.202).

O alcoolismo estimula as mais vis corrupções e fortalece as mais satânicas propensões. Ao enfrentarmos essas coisas e vermos as consequências terríveis da bebida, não faremos tudo quanto esteja ao nosso alcance a fim de cerrar fileiras no auxílio a Deus para o combate a esse grande mal? O alcoolismo tem por alicerce os maus hábitos na alimentação, começa por aí. Os que creem na verdade presente devem recusar-se a beber, porque despertam o desejo de estimulantes mais fortes. O uso de bebida alcoólica é uma escalada inversa, de cima para baixo, que só termina quando chegar ao fundo do poço. A inteligência manda interromper o habito do uso de bebida alcoólica logo no início, porque depois de virar um vício já criou raízes e será mais difícil erradicar. “Eu não bebo” seria a porta de entrada trancada para o vício.

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