Novo Encontro (Domingo 17/11/2019 às 20h00)
16/11/2019
Meditação diária de 18/11/2019 por Flávio Reti – Ali Lesid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan
18/11/2019

Meditação diária de 17/11/2019 por Flávio Reti – Douglas Engelbart

17 de novembro

Jeremias 29:11  “Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor, planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança”

Douglas Engelbart

Acho que aqui está uma prova de que não é só jovem que entende de computador, porque Douglas Engelbart que nasceu em 1925 e morreu em 2013 foi o inventor do mouse para computador, aliás ele era um gênio da informática nos Estados Unidos. Parece pouco, mas inventar um meio do ser humano interagir com a máquina foi um passo gigantesco na era da computação. Mas ele fez mais ainda, desenvolveu o hipertexto, o conceito de rede de computadores e a interface gráfica e assim os problemas complexos do computador foram sendo resolvidos, graças a Douglas Engelbart. Tudo começou quando em 1945 ele aguardava a dispensa do serviço militar em um hospital das Filipinas e lhe caiu nas mãos um artigo de uma revista que lhe chamou muito a atenção, porque o título era o seguinte: “As we may think” (Como podemos pensar) e nesse artigo se discutia o futuro das máquinas como complemento da mente humana. Aquele artigo mudou visivelmente o pensamento de Engelbart e ele passou a imaginar que os computadores deveriam ser munidos de alguma forma para interagir com as pessoas e ao mesmo tempo mostrar a informação. Engelbart concluiu seu bacharelado em Engenharia eletrônica em 1948, mas não tinha interesse na carreira militar, embora se interessasse por radares que estavam despontando como uma tecnologia militar. Já cursando a faculdade ele fez um teste na marinha americana e foi aprovado para um programa de um ano na área de eletrônica e computação. Naquela época o país ainda possuía poucos computadores em operação e que ainda usavam cartões perfurados para operar, mas Engelbart já imaginava um meio de melhorar a relação homem-máquina através de alguma ferramenta que permitisse esse relacionamento. Como se sabe, há males que vêm para o bem, porque no auge da corrida espacial, com o lançamento russo da nave Sputnik, o governo americano se sentiu ameaçado e abriu os olhos para o desenvolvimento de novas ideias e nesse vácuo Engelbart entrou aproveitando os financiamentos para novos projetos que ajudassem o país a recuperar o espaço perdido para os russos. Em 1968, em São Francisco na Califórnia, em uma conferência, Engelbart demonstrou seu equipamento diante de uma grande audiência de técnicos e programadores, um teclado, um mouse e um microfone ajustado à cabeça do operador. Foi o top da conferência e serviu de modelo de como seriam os próximos computadores no futuro.

Estamos falando de uma pessoa de visão na área tecnológica, mas onde fica nossa visão para as coisas celestiais? Desde os dias de Davi, o rei de Israel, ele já exclamava pedindo a Deus que “abrisse seus olhos para que ele visse as maravilhas da lei de Deus” (Sal.119:18). Nossa mente é muito tacanha e por vezes não nos permite ver muito além, logo, ficamos aquém do que Deus espera de cada um de nós. Quando ele pede que “ampliemos o lugar da nossa tenda, que estendamos as cortinas da nossa habitação, que alonguemos as cordas e firmemos bem as estacas” (Is.54:2), ele está pedindo que ampliemos nossa visão de futuro, que enxerguemos um pouco mais além. Parece que Engelbart tinha essa visão, mas somente para tecnologia e o que precisamos é dessa mesma visão, mas espiritual.

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