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Meditação diária de 17/10/2019 por Flávio Reti – Ernesto Guevara de la Serna

17 de outubro

Atos 24:16  “Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa diante de Deus e dos homens”

Ernesto Guevara de la Serna

Mais conhecido como “Chê” Guevara, esse cidadão nasceu em Cuba e foi pessoa muito importante no seu país. Era político, jornalista, escritor e médico com cidadania Argentina e Cubana. Ele foi um dos que idealizaram a revolução Cubana e a reorganização do Estado no novo regime político. Fez parte da administração do governo, ocupou a área econômica e foi também presidente do Banco Nacional e ministro da Indústria. Depois foi diplomata desenvolvendo diversas missões internacionais. Lá um belo dia ele se convenceu de que deveria estender a luta armada e revolucionar todo o terceiro mundo e partiu para a instalação de grupos guerrilheiros em diversos países da América Latina. Esteve inclusive no Congo, mas teve a infeliz sorte de ser capturado na Bolívia e executado pelo exército boliviano que agiu sob orientação da CIA americana. O cidadão despertou comentários e controvérsias na opinião pública e depois de morto se transformou em um símbolo e uma personalidade de grande importância do Século XX. Para a população pobre representava a rebeldia, um idealista que lutava contra a injustiça social. Por outro lado, os governos o consideravam responsável por assassinatos sem conta e influenciador de movimentos revolucionários sem causa. Sua biblioteca particular tinha mais de 3.000 livros, uma prova de que ele era intelectual. Sua família descendia da classe alta na Argentina, seu avô era grande fazendeiro e armador, um dos mais ricos na Argentina. Pouco antes de terminar o curso de medicina, Chê se empregou numa agência de notícias argentina e teve a oportunidade de viajar pela Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala. Pelo que foi presenciando nas viagens, ele pensou em alguma maneira de acabar com desigualdade social e achou que a melhor era mesmo o Comunismo. Vendo o governo da Guatemala às voltas com a interferência da CIA, isso despertou nele a consciência política e daí ele se define como revolucionário contra o imperialismo. Passando pelo México ele conheceu Raul Castro e Fidel Castro que estavam organizando a guerrilha em Cuba e lá mesmo ele abandonou a maleta de médico por uma caixa de munição, e trocou de vida de doutor para guerrilheiro revolucionário. Chê Guevara se tornou braço direito de Fidel Castro, presidente do Banco Nacional, ministro da Indústria, esteve no Brasil onde foi condecorado por Jânio Quadros. Até na ONU Chê Guevara esteve representando Cuba. Mas achou que era hora de começar sendo o libertador dos países sul americanos e foi para a Bolívia organizar a guerrilha, onde foi cercado e morto. Teve as mãos decepadas e enviadas ao governador da Bolívia que as guardou num vidro. Alguns anos depois sua ossada foi encontrada e enviada para Cuba onde foi sepultado, sem as mãos, com honras de Estado na presença da família e de Fidel Castro, no mausoléu Guevara.

Na consciência dele, ele estava muito certo. Ele deveria ser o salvador dos pobres, criador de um Estado justo e toda a América Latina seria um paraíso. Mas ele se esqueceu de que a consciência nunca foi um guia seguro. Para aqueles que dizem “a minha consciência não me acusa de nada”, cuidado, porque a consciência nunca foi e nunca será um guia seguro. É melhor se assegurar nas palavras de Jesus que nunca cometeu um deslize sequer, porque era o filho de Deus, e nunca se estribar na nossa própria consciência.

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