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Meditação diária de 17/06/2019 por Flávio Reti – Arjumand Bano Begum

17 de junho

João 15:13  “Ninguém tem maior amor do que este em dar alguém a sua vida pelos seus amigos”

Arjumand Bano Begum

Nas histórias de príncipes e princesas há fatos interessantes e dessa princesa é um deles. Ela era uma princesa persa de religião muçulmana e que por ironia do destino acabou se casando com o quinto imperador da Mongólia e como o costume entre os mongóis ao se casar ela foi obrigada a mudar de nome, e assim passou a se chamar Mumtaz Mahal, cujo significado era “a joia do palácio”. Casou, foi feliz e viveu com o imperador durante 19 anos desfrutando de um amor verdadeiro, tão verdadeiro que os tornou na prática inseparáveis. Mumtaz Mahal acompanhava o imperador, Shah Jahan, em todas as viagens e excursões que fazia sendo ela sua companheira e conselheira. Ela vivia voltada para ações de caridade e de beneficência para os mais pobres e necessitados do reino. Mas, como essa vida é sempre ingrata, lá um dia, quando ela dava à luz seu 14º filho, ela veio a falecer no parto. O fato foi uma enorme pedra que caiu sobre a cabeça do imperador Shah Jahan que ficou um bom tempo vivendo como mendigo, descabelado, barbudo, abatido e aparentando muito mais velho. Foi então que ele resolveu fazer algo inusitado: Mandou construir, como homenagem póstuma, um palácio inteirinho de mármore, cercado de jardins e muita decoração exatamente em cima do túmulo da sua querida Mumtaz Mahal. Ele mesmo fez o projeto, nunca foi alterado, convocou artistas e construtores do reino, os melhores por sinal, alguns inclusive foram da Europa para ajudar no levantamento do projeto. Assim foi construído o famoso mausoléu Taj Mahal que até hoje existe na cidade de Agra, na Índia, um dos mais conhecidos monumentos no país. Hoje tombado pelo patrimônio histórico da UNESCO e considerado uma das sete maravilhas do mundo. Diz a lenda que o imperador mandou cortar as mãos de todos os construtores envolvidos para nunca na vida conseguir fazer algo mais belo do que aquele mausoléu, a maior prova de amor já feita por um homem.

Digamos que foi realmente um grande amor do imperador pela sua princesa, mas ainda assim está muito longe de ser o maior amor. Quando nos referimos a Cristo, que deixou as mansões celestiais e se dispôs a descer a esse mundo mau e cruel para salvar pecadores, inimigos de Deus, indignos e merecedores apenas de uma morte eterna, a mente fica extasiada diante de tamanha proposta de amor. E o sofrimento na cruz, as bofetadas, a coroa de espinhos, o escárnio que sofreu, a cusparada da face, a zombaria, a vergonha de ser crucificado nu e abandonado pelos seus amigos, tudo isso não conta nada? A princesa Mumtaz Mahal pode ter significado muita coisa para Shah Jahan, mas Jesus significa muito mais para todos nós. Não há amor, amor maior, do que dar alguém a sua vida em resgate de um pecador, no caso de Jesus, de muitos pecadores. Amor mesmo, sem afetação, só o de Jesus manifestado na cruz, o resto é história de príncipes e princesas para constar em livros de literatura amorosa, só isso.

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