Meditação diária de 16/02/2017 por Flávio Reti
16/02/2017
Meditação diária de 18/02/2017 por Flávio Reti
18/02/2017

Meditação diária de 17/02/2017 por Flávio Reti

Dia Final da Semana da Arte

“Vinde e vede as obras de Deus. Ele é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens” Salmos 66:5

A semana da arte, realizada em São Paulo, de 11 a 18 de Fevereiro, marcou o início do período chamado de modernismo na história da literatura e das artes brasileiras. Nela se discutiu os rumos que as artes deveriam tomar dali para frente. Eram assuntos da pauta a pintura, escultura, poesia, literatura e música.

Era uma busca de novos rumos nas artes e claramente demarcava uma ruptura com o passado. Novas ideias, novos conceitos e a arte passou de vanguardista a modernista a partir daquela semana. Foi numa época de agitação política, econômica e cultural. O ponto chave dos modernistas era caracterizar um rompimento explicito com o passado. A linguagem escrita nas chamadas obras de artes literárias passou a ser debochada, apareceram as gírias, os palavrões dentro de textos considerados artísticos. A escultura e a pintura que sempre se alinharam com o belo passam a demonstrar o chamado cubismo, pinturas desconexas e quando argumentados o que era aquilo a resposta era mais ou menos assim: A obra de arte deve ser fruída e não compreendida. Era uma nova linguagem artística desprovida de regras. Era como o “podendo complicar, pra que simplificar”?

Essa era a visão dos jovens chamados modernos, aliás, não muito jovens, porque eram quarentões os principais encabeçadores do movimento modernista. O mundo estava abismado diante das transformações que estavam sendo apregoadas pelo movimento. Tudo teve início e lançamento na famosa semana da arte moderna de 1922, em São Paulo. Quão longe da visão que os profetas e servos de Deus haviam tido no passado.

Davi conclama a contemplar as obras de Deus, a quais ele havia feito na terra, na terra somente sem levar em conta outros mundos e nessa contemplação ele afirma que Deus é tremendo. Uma das principais figuras da semana de arte era a artista Tarsila do Amaral, pintora e desenhista, famosa pelo quadro Abaporu que foi vendido no ano de 1995 para um argentino de nome Eduardo Constantini por 1.5 milhões e que se acha exposto no MALBA (Museu de Arte Latino-Americana) em Buenos Aires, e expressa a imagem de uma pessoa deformada da realidade e nem de longe se aproxima do que é arte diante de Deus que criou o homem perfeito, criou os mundos e coloriu de tantos matizes. Olhem apenas um pôr ou nascer do sol e o mundo se cala diante da beleza nas obras da criação.

“Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Sal.19:1). “Cantai-lhe, salmodiai-lhe, falai de todas as suas obras maravilhosas. Esqueçam a semana da arte moderna, admitam que “Deus é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens”

É por isso tudo que Davi pede: “Adorai ao Senhor vestidos de trajes santos, tremei diante dele todos os habitantes da terra”. Uma outra tradução diz “adorai ao Senhor na beleza de sua santidade” (Sal.96:9). E é isso exatamente que devemos fazer. A arte, o belo, o profundo está em Deus, nosso senhor, nosso pai, que um dia nos salvará para vivermos num céu de delícias incontáveis, de belezas jamais vistas, muito além de uma visão tacanha de meros modernistas de 1922.

Quando Deus acabou de criar o mundo, ele olhou e viu que tudo era bom. Tudo que criara se encontrava na perfeição da beleza e nada parecia faltar sobre a terra para Adão, Eva e os animais. Mas ainda havia mais amor para dedicar e Deus criou o Jardim do Éden, um jardim especial de rara beleza para a felicidade do santo casal. Parte do tempo deles seria gasto cuidando do jardim com todo prazer, outra parte do tempo recebendo visita dos anjos e outra parte em comunhão direta com o criador. Se alguma coisa deve ser chamada de bela, a vida no Éden era o ápice da beleza natural provida por Deus. Um dia o Éden será recriado e a beleza voltará a ser dos filhos de Deus. Vamos aguardar.

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