Meditação de Pôr do Sol 15/11/2019 por Maria Lucia Bonazzi
15/11/2019
Novo Encontro (Domingo 17/11/2019 às 20h00)
16/11/2019

Meditação diária de 16/11/2019 por Flávio Reti – José da Silva Lisboa

16 de novembro

Mateus 13:45    “Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um comerciante que buscava boas pérolas”

José da Silva Lisboa

Primeiramente ele aparece com o título de barão e depois como Visconde de Cairu, um grande apoiador de D.João VI e de D.Pedro I pelas suas qualificações muito acima da média na época. Ele era economista, historiador, jurista, publicitário e nas horas vagas político que tomou parte ativa na Independência do Brasil e respeitado por promover grandes reformas econômicas no país. A abertura dos portos, efetuada por D.João VI teve a mãozinha dele por trás redigindo os decretos. Por isso o atual dia do comerciante leva seu nome e teve como data o dia de nascimento do Visconde de Cairu, patrono do comércio brasileiro. Pela sua ajuda, pela sua influência, o dia do comércio recai no dia do seu nascimento e você há de se lembrar que Portugal proibia a manufatura de produtos aqui na colônia, logo, para não haver falta de produtos, os Imperadores D.João VI e D. Pedro I abriram os portos para a entrada de produtos fabricados na Europa e Visconde de Cairu estava sempre por esse meio costurando as decisões e fazendo o jogo de cintura para a Independência medrar contra a vontade de Portugal. Ele é tido como um comerciante modelo, habilidoso. Dispensa dizer que um comerciante trabalha na área do comércio. Ele vai aparecer nas grandes transações comerciais, porque quem compra alguma coisa nalguma loja não é comerciante e nem quem vende alguma coisa nalguma loja. São os grandes comerciantes que fazem girar a roda do comércio comprando e vendendo, importando e exportando, recebendo e enviando dólares, dando empregos a centenas de pessoas nos portos, nos aeroportos, nos centros de distribuição, nas empresas transportadoras, no carregamento e no descarregamento de grandes navios, e com isso algum lucro sempre vai ficando com a administração pública. Faz parte da logística do abastecimento de bens duráveis e de consumo.

A profissão é antiquíssima. Você vai encontrar os filhos de Jacó vendendo seu irmão José para uma caravana de Ismaelitas que desciam ao Egito comerciar e lá venderam José para ser escravo na casa de Potifar. Você vai encontrar Salomão comprando madeira do rei de Tiro para a construção do Templo do Senhor, e ao mesmo tempo mandando azeite e trigo anualmente. Salomão também comprava cavalos do Egito e vendia para os heteus e para os reis da Síria (I Re.10:28-29). Parece que era um comércio grande e duradouro.

Jesus contou a parábola do comerciante que buscava boas pérolas e ao encontrar uma de grande valor, vendeu tudo quanto tinha e a comprou. A pérola da parábola é o reino do céu, de grande preço, incalculável. Vale a pena se desfazer de tudo mais para possuí-lo. Afinal, o reino do céu é eterno e com nada se compara aqui na terra. Eu sei que você não é comerciante, mas não precisa ser para entender que o reino do céu vale mais que tudo nesta vida, afinal “de que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida” (Mar.8:36)? É para se pensar, mesmo não sendo comerciante! Pior do que ser comerciante fracassado é entregar a vida para o inimigo das almas de graça. Não é como dizem popularmente, “vender a alma para o diabo”, é um pouco mais sutil, porque você não vende, você dá de graça a alma para o diabo. Basta você não dá-la para Deus que o tomador será o diabo.

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