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17/06/2019

Meditação diária de 16/06/2019 por Flávio Reti – James Augustine Aloysius Joyce

16 de junho

I Crônicas 29:15  “Porque somos estrangeiros diante de ti e peregrinos, como o foram todos os nossos pais, como a sombra são os nossos dias sobre a terra e não há permanência”

James Augustine Aloysius Joyce

Todos conhecem a palavra “pátria” como a terra paterna, terra dos pais, e também indica a terra natal, ou o local escolhido para se viver. Todas as pessoas se sentem ligadas por alguns vínculos de afeto, de cultura, de valores heroicos, da sua história, tudo ligado com a terra, o local onde nasceu, sua pátria. A primeira vez que se falou essa palavra foi na língua italiana, a palavra “paese”, que, por ser o italiano a língua ainda mais próxima do latim, em latim era “pagus”, significando aldeia, de cuja raiz vem também a palavra pagão, ou afastado da aldeia. É o local onde vivemos, o ambiente, o espaço de terra que nos cerca, o espaço geográfico onde estamos inseridos. De James Joyce se diz que era um poeta expatriado, sem pátria, porque, embora tivesse nascido na Irlanda, ele viveu boa parte de sua vida perambulando por vários países, longe de sua pátria. Suas obras demonstram raízes plantadas em Dublin, na Irlanda, porque aparecem nas suas obras traços da cultura dublinista, traços familiares, eventos, amizades, coisas da escola e da faculdade e com isso ele é um autor dos tempos modernos mais cosmopolita que soube dar mais detalhes de sua cidade natal, Dublin. Os pais de James Joyce eram comerciantes de sal e de limão, salgado e azedo, curiosidade! Quando James Joyce era ainda menino, ele foi atacado e mordido por um cão, com isso ele desenvolveu uma aversão doentia por cães o que conservou no seu psicológico até morrer. Tinha também muito medo de raios devido a uma tia que, quando ele ainda era criança, lhe contava histórias catastróficas de raios e tempestades e dizia que era “sinal da ira de Deus”, deixando o menino traumatizado pelo resto da vida. Com nove anos ele escreveu seu primeiro poema e o pai dele todo entusiasmado mandou imprimir, mandou cópia para a biblioteca do Vaticano com dedicação ao papa Leão XIII e oferecendo a São Patrício, o padroeiro da Irlanda. Desde então James Joyce nunca mais parou de escrever e de se mudar de lugar para lugar, e com isso ele perambulou pela Itália, pela Áustria, pela Alemanha, pela França, Suíça e finalmente se estabeleceram em Zurique. É exatamente por essa vida mutante que ele foi cognominado de expatriado, mas não era, pois sempre foi cidadão Dublinense, Irlandês.

Esse é o ponto que devemos prestar atenção, porque nós também somos considerados peregrinos, ambulantes e expatriados, conscientes de que aqui não é a nossa pátria. Estamos aqui hoje de passagem, logo, muito logo, estaremos de mudança para as mansões celestiais onde firmaremos residência definitiva, para toda a eternidade. Essa noção de que aqui não é nosso lugar nos ajuda a fixar a intenção de sair logo deste mundo mau. Por isso a volta de Jesus é aguardada com entusiasmo, com ansiedade e com o coração apertado de vontade subir com ele. Quem dera ele viesse hoje mesmo e amanhã já estaríamos com ele no lar. Por isso oramos as palavras de Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus” (Apoc.22:20).

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