Meditação diária de 14/11/2019 por Flávio Reti
14/11/2019
Culto de Adoração (Sábado 16/11/2019)
15/11/2019

Meditação diária de 15/11/2019 por Flávio Reti – Johann Kaspar Lavater

15 de novembro

Gênesis 2:7  “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida e o homem tornou-se alma vivente”

Johann Kaspar Lavater

Imagine um pastor protestante, teólogo portanto, além de filósofo e poeta se metendo como fundador da fisiognomonia. Essa palavra eu acho que você nunca viu, mas é a arte de reconhecer e descrever a pessoa pela fisionomia, pela cara. Pensa que olhando para sua cara ele poderia dizer que você é, digamos, professor, amante de cavalos, tem doença nos rins, e coisas desse tipo. Ele se deu a criar e descrever essa suposta capacidade das pessoas “mais evoluídas” e mais sensíveis, a conhecer a personalidade das pessoas através de traços fisionômicos. Essa coisa evoluiu para magnetismo e depois recebeu o nome de hipnotismo. Quando Johann Kaspar Lavater viajou pela Europa, ele teve a oportunidade de se encontrar com Mesmer e com Pestalosi e com eles trocou informações sobre o magnetismo animal. Nos dias de Ellen White as teorias de Franz Anton Mesmer estavam circulando pelo mundo e ela foi radicalmente contra o mesmerismo. “Os homens e as mulheres não devem estudar a ciência de como cativar a mente dos que com eles se associam. Essa é a ciência que Satanás ensina. Devemos resistir a todas as coisas dessa espécie. Não devemos brincar com o mesmerismo e hipnotismo” (Medicina e Salvação, p.110). “Essa penetração de Satanás mediante as ciências é bem planejada. Por meio da frenologia, da psicologia e do mesmerismo, ele vem mais diretamente ao povo desta geração e opera com aquele poder que lhe deve caracterizar os esforços perto do encerramento do tempo de graça. A mente de milhares tem sido assim envenenada e conduzida à descrença” (Mensagens Escolhidas, p.351). Mas Lavater era muito mais conhecido no campo da fisiognomia, nem era tanto pelo mesmerismo ou pelo hipnotismo. O fisiognomismo, o mesmerismo, a hipnose estão muito interligados com o espiritismo, se não, veja o que escreveu Lavater em cartas endereçadas à Imperatriz Maria Feodorovna da Rússia. Lá ele defende ideias sobre o estado da alma após a morte e afirma que o mundo invisível deve ser penetrável pela alma separada do corpo, semelhante ao que é durante o sono mesmérico, que a alma aperfeiçoa suas qualidades no corpo espiritual, que ela é o veículo que continuará existindo depois da morte, que o estado da alma depois da morte vai existir dentro desse princípio, nesse formato mesmérico. Palavras dele: “a alma, depois de deixar o corpo, pode inspirar ideias a qualquer pessoa que esteja apta a receber-lhe a luz, e assim fazer-se comunicar por escrito a algum amigo deixado na Terra”. Isso é espiritismo declarado. Pior que vem de um pastor protestante, será que ele nunca leu lá na sua bíblia que não existe alma fora do corpo? Será que ele ignorava as palavras de Salomão, no livro de Eclesiastes, que “os mortos não sabem coisa alguma do que se passa aqui na terra e que sua memória ficou entregue ao esquecimento” (Ecl.9:5)?

Precisamos aprender a ficar longe dessas coisas que cheiram espiritismo, seja fisiognomismo, mesmerismo ou hipnotismo. Temos que aprender a não submeter nossa mente à mente de outrem, porque “Não é desígnio de Deus que alguma criatura humana submeta a mente e a vontade ao domínio de outra, tornando-se um instrumento passivo em suas mãos. Ninguém deve fundir sua individualidade na de outrem” (Ciência do Bom Viver, p.242).

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