Meditação diária de 14/04/2017 por Flávio Reti
14/04/2017
Meditação diária de 16/04/2017 por Flávio Reti
16/04/2017

Meditação diária de 15/04/2017 por Flávio Reti

Dia do Desarmamento Infantil

“A noite é passada e o dia é chegado, dispamo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das obras da luz” Romanos 13:12

Dia 15 de Abril é o dia do desarmamento infantil. Na sua opinião, você acha que existem no Brasil crianças que usam armas? Que andam armadas? Você deve ter visto, mas foi nos países islâmicos as crianças portando fuzil em cenas de guerra.

Talvez você seja inclinado a pensar que ao falar em desarmamento infantil, o objetivo é desarmar menores de idade que utilizam armas de fogo para assaltar, traficar, roubar e até matar. Ou que é somente uma campanha para que as crianças entreguem suas armas de brinquedo, aquelas que imitam armas verdadeiras, achando que isso vai contribuir com a segurança em geral. O problema está na cultura que cresce com a criança que vai deixando-a familiarizada com armas e ao ficar adulta o uso de armas assume um quê de normal. Esse dia foi dedicado à conscientização da população, não só das crianças, é um incentivo para o não uso de armas, não só agora como na vida adulta.

Nesse dia, as campanhas surgem nas escolas, nas comunidades, com outdoors, com cartazes e o objetivo é evitar que as crianças de hoje entrem na vida do crime amanhã. A campanha é introduzida de modo disfarçado, com danças, teatros, esportes, artes de modo a fazer a criança, o menor, se interessar por alguma coisa diferente do uso de armas. Uma das estratégias é trocar a arma de brinquedo por uma revista, um livro, um pipa, ou outro atrativo infantil.

A arte da campanha está na troca do interesse, da atenção da criança. Essa mesma artimanha está na hora de levar adultos a trocar de ideias, de intenção. Não só as crianças são equivocadas quanto aos seus interesses. Os adultos também se enganam com seus interesses e intenções.

Às vezes achamos que alguma coisa está totalmente certa e depois descobrimos que estava redondamente errada. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, quem o conhecerá” (Jer.17:9).

Minha irmã ganhou de uma vizinha uma cana. Ao chegar em casa começou descascar a cana e chupar os gomos. Mas a cana tinha muitos nós que dificultavam o descascamento. Meu irmão, na boa intenção, correu buscar um machado para cortar os nós da cana. Ele pediu que minha irmã segurasse a cana em cima de um pequeno tronco e ele daria uma machadada só e a cana ficaria fácil

de descascar. Acontece que ele se perdeu com o peso do machado e cortou um dos dedos dela. Resultado, ela até hoje tem falta de um dedo. Nossos interesses podem nos enganar, porque nossa percepção é falha. Uma arma de brinquedo nas mãos de uma criança pode parecer inofensivo, afinal, é apenas um brinquedo, mas a intenção que vai se firmando na mente dela pode enganá-la e enganar a todos nós a esse respeito.

Uma arma não significa segurança, significa uma ameaça. Nossa segurança deve estar mesmo é em Deus. Nossas crianças devem crescer sabendo disso e quando forem adultas terão essa noção de segurança em Deus. Aliás, “se o Senhor não guardar a casa, em vão vigia o sentinela” (Sal.127:1).

Vamos tirar a palavras infantis da campanha porque os adultos também precisam ser desarmados não de armas convencionais. Desarmados do preconceito, da arrogância, da superioridade que sentem em relação aos demais. Há mais armas que matam até mais do que as armas convencionais. Se não matam os demais, matam o seu portador. Que Deus nos revista das obras da luz, longe das armas, para brilharmos neste mundo tenebroso onde os homens não enxergam um palmo na frente do nariz. Só Deus mesmo!

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