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13/12/2019
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15/12/2019

Meditação diária de 14/12/2019 por Flávio Reti – Roald Engelbregt Gravning Amundsen

14 de dezembro

Jeremias 2:11  “…mas o meu povo trocou a sua glória por aquilo que é de nenhum proveito”

Roald Engelbregt Gravning Amundsen

Até 1910, nada se sabia a respeito do polo sul. Era apenas imaginação porque ninguém havia chegado até lá para dizer como era. Mas Amundsen, um explorador norueguês, se levantou para ser o primeiro a liderar uma expedição ao Polo Sul da terra em 14 de dezembro de 1911, portanto, na data de hoje há 108 anos. E sua façanha não foi com navio quebra-gelo, não foi com helicópteros, foi de ida e volta com trenós puxado por cães. Observe a ironia: ele nasceu de uma família proprietária de navios mercantes, apreciava leitura de aventuras e ao crescer se decidiu por uma vida de exploração a lugares desconhecidos. Chegou a fazer o curso de medicina, mas gostava do mar e de viagens de exploração e se lançou em várias viagens de aventuras nos oceanos no norte do Canadá, na Groelândia. Foi o primeiro civil da Noruega, seu país de origem, a obter autorização para pilotagem de aviões e logo fez planos para explorar o Ártico em um Veleiro. Deu tudo errado e ele ficou dois anos à deriva sem conseguir chegar ao Polo Norte. Mas ele nunca desistiu e dois anos depois, em 1926 ele se tornou o primeiro piloto a sobrevoar o polo norte sendo assim o primeiro homem a pisar nos dois polos da terra, Norte e Sul. Em 1928 correu notícias do desaparecimento do aviador Humberto Nóbile no dirigível Itália. Roald Amundsen embarcou em um hidroavião em busca do piloto desaparecido e também desapareceu, porque foi a última vez que se ouviu falar de Amundsen. Hoje a vida do norueguês, explorador dos dois polos da terra, virou apenas história e nada mais. No dia que Amundsen alcançou o ponto mais ao sul do polo sul estava uma dia ensolarado, mas com uma temperatura de -23C graus com ventos até fortes vindos do sudoeste e ele fincou a bandeira vermelha e azul da Noruega na planície branca de gelo. Como já dissemos, ele desapareceu em um acidente com seu hidroavião enquanto tentava resgatar outro explorador italiano. Cinco países enviaram navios e aviões tentando localizar os náufragos. Os tripulantes sobreviventes do Nóbile, encurralados num bloco de gelo, foram resgatados, mas Amundsen nunca mais foi visto. Até 2009 a marinha Norueguesa executou operações de busca com o objetivo de localizar algum vestígio de Amundsen, mas até hoje nada.

Que ironia! Quem buscava glórias e honras nas suas aventuras só alcançou o obscurantismo no final. De nada pôde lhe valer hidroaviões, barcos movidos a vento, dirigíveis propulsionado com gás hélio, muita gente envolvida no resgate e ver que no final foi tudo em vão. Assim é e sempre será esta vida, muito incerta e inglória. Não adianta ao homem buscar honras e glórias onde não existe. A maior honra e a maior glória será quando Jesus nos der entrada livremente pelos portais da nova Jerusalém, a cidade eterna que receberá os salvos. Aliás, lá ninguém necessitará correr atrás de honras e glórias, porque a glória eterna será a nossa e a honra eterna será de nosso Deus. Eu quero estar lá, mesmo sem qualquer honra ou qualquer glória terrestre. Meu objetivo de vida é estar na presença do rei do universo para sempre, sem medo de se perder no mar desta vida, como se perdeu Amundsen.

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