Meditação diária de 13/03/2017 por Flávio Reti
13/03/2017
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15/03/2017

Meditação diária de 14/03/2017 por Flávio Reti

Dia Nacional da Poesia

“Seduziste-me, ó Senhor, e deixei-me seduzir” Jeremias 20:7

Dizem que a poesia é a linguagem dos anjos, dos amantes, porque ela vai além das normas gramaticais que comprimem a linguagem dentro de padrões fixos. Os poetas afirmam com segurança que a poesia fala mais ao coração, à alma, à emoção. E a linguagem bíblica é muito bonita nesse sentido porque, a começar pelos primeiros capítulos, percebe-se um tom poético na linguagem. Começa no caos e vai ao cosmo. Começa nas trevas, no abismo, no nada e termina na luz, na forma adequada, num jardim e vai crescendo em beleza na criação do homem. Tudo

é poético. Do caos ao cosmo. A palavra cosmo provem da mesma raiz de onde vem cosmético, algo que infunde beleza. Há na bíblia muitos cânticos de rara beleza: cântico de Moisés, cântico de Débora, cântico de Davi.

No livro de Cantares (Cânticos de Salomão), você tem uma coletânea de declarações de amor, uma manifestação entre a amada e o amante, coisas de amor, simplesmente poético. Beija-me com os beijos da tua boca, porque melhor é o seu amor do que o vinho! (Cant.1:2) Mesmo no livro de Eclesiastes, que parece ser um livro de negações, negativo, encontramos poesia quando o autor diz “vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. O livro de Salmos foi feito em forma de versos para ser cantado ou declamado. Nas caminhadas em direção às festas realizadas em Jerusalém o povo seguia em procissão pelos caminhos cantando salmos e outras porções da Torah.

Deus é um Deus do belo. De quanta beleza não fez ele o mundo! Observe a beleza da relva, das colinas e das montanhas, a beleza da flores, dos bosques, das frondosas árvores. Pense na beleza da criação dos animais, do homem com razão, raciocínio, o dom da fala, dos ouvidos, da visão. Quer mais beleza do que isso?

O capítulo inicial do livro Caminho a Cristo começa com as seguintes palavras: “A natureza e a revelação igualmente testificam do amor de Deus. Nosso pai é a fonte de vida, de sabedoria

e de alegria. Observe as lindas e belas coisas da natureza. Pense na sua maravilhosa adaptação às necessidades e à felicidade não apenas do homem, mas de todos os seres vivos. O sol e a chuva que refrescam e alegram a terra, as colinas, mares e planícies, todos nos falam do amor do criador. É Deus que provê as necessidades diárias de todas as suas criaturas. Nas lindas palavras do salmista, “os olhos de todos esperam em Ti e Tu lhes dás seu alimento na devida estação. Tu abres a tua mão e satisfazes o desejo de todas as coisas vivas”

“Deus é amor, está escrito em cada botão que desabrocha, sobre cada haste de grama que brota”

É de se ficar embevecido com as palavras poéticas encontradas dentro da nossa bíblia. Já leu sua bíblia hoje? Ainda está em tempo. Vamos, leia! Na cultura judaica, tanto nas escolas como nos lares, grande parte do ensino era oral, todavia os jovens também aprendiam a ler os escritos hebraicos e os rolos de pergaminho das escrituras do Antigo Testamento eram abertos ao seu estudo. Os principais assuntos nos estudos destas escolas eram a lei de Deus, com as instruções dadas a Moisés, história sagrada, música sacra e poesia. Nos livros dos Salmos e dos profetas, a maior parte era poesia. As escolas fundadas pelos profetas, se demonstraram um dos meios mais eficazes para promover aquela justiça que “exalta as nações” (Prov. 14:34). E ajudaram muito

no lançamento das bases que sustentaram a nação judaica através do tempo. É verdade que o poeta é um fingidor, como disse o poeta Fernando Pessoa “O poeta é um fingidor, finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”. Verdade, mas os poetas bíblicos não estavam fingindo, não se tem uma indicação na história de que eles estivessem fingindo.

Eles falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.

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