Meditação diária de 13/02/2017 por Flávio Reti
13/02/2017
Meditação diária de 15/02/2017 por Flávio Reti
15/02/2017

Meditação diária de 14/02/2017 por Flávio Reti

Dia da Amizade

“Naqueles dias, eu estava bem de vida e a amizade de Deus era a proteção do meu lar” (NTLH) Jó 29:4

Que eu me lembre de festejar a amizade, foi quando estava no internato. As festas da amizade movimentavam a rapaziada. Cada ano era um lado que fazia a festa e oferecia ao outro lado. Um ano era das meninas e no outro era dos rapazes. E havia sempre aquela expectativa do anúncio do dia da festa que sempre era feito com alguma programação especial, com trotes, com provocações divertidas. Lembro de uma vez que as moças cansaram de esperar pelo anúncio da festa e resolveram espalhar cartazes pelo colégio dizendo que a festa da amizade morreu. Convidavam para o enterro da festa daquele ano. No dia seguinte, tendo tudo acertado com a preceptora, a cúmplice de sempre, os rapazes introduziram, durante a noite, um caixão fúnebre dentro do saguão do dormitório feminino. Na manhã do dia seguinte, as primeiras que foram passar pelo saguão para sair do prédio foram tomadas de pânico e virou um alvoroço indescritível no dormitório feminino. Mas ao lado do caixão, num cavalete de madeira todo arranjado, estava um grande cartaz colorido anunciando o dia da festa. Naquele próximo fim de semana nossa festa da amizade foi celebrada com um delicioso jantar de pizzas servido pelos rapazes caracterizados de garçons. Hoje são apenas saudades daquela amizade sadia que os anos não trazem mais.

Jó também tinha boas lembranças de uma fase boa de sua vida. Ele era um homem “integro e reto que temia a Deus. Tinha sete filhos e três filhas. Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas e muitíssima gente ao seu serviço” (Jó 1:1-3). Mas

por uma daquelas razões que ele nunca soube explicar, só Deus, de um dia para outro ele se viu sem nada. Morreram os filhos, saquearam seus animais, um vento forte destruiu sua casa e lhe surgiu uma doença inexplicável na pele. Pronto, ambiente perfeito para lastimação, desistência e desânimo. Mas Jó não desistiu. Sua amizade com Deus o manteve até ver novamente dias felizes. No auge de sua dor e angústia, ele deixou as mais sublimes palavras de encorajamento: “Pois eu sei que o meu redentor vive e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida esta minha pele, ainda verei a Deus, Vê-lo-ei ao meu lado e os meus olhos o contemplarão” (Jó 19:25 – 27).

Jó recebeu a visita de três amigos que vieram, segundo eles, para consolá-lo, mas se deram a acusá-lo de pecado o que ainda mais aumentava sua dor. No final de sua vida, Deus lhe restituiu tudo em dobro, como prêmio pela sua fidelidade e amizade.

Um dia quero encontrar Jó no céu. Quero granjear-lhe a amizade e perguntar como foi passar por todas aquelas provações. Eu suponho que ele irá dizer que sua amizade com Deus foi mais forte do que as desgraças desta vida. E eu vou querer continuar seu amigo por toda eternidade. Difícil é admitir que todos os sofrimentos e desgostos, todas as tentações e provas, todas as nossas tristezas e pesares, todas as perseguições e privações são, na realidade, para o nosso bem. “Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom.8:28), que todas as experiências são agentes de Deus em nosso favor. Mas Deus tem meios de transformar o mal em bem, pode ficar seguro de que é assim.

“Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé OPERA a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1:2-4). “Porque a nossa leve e

momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (II Cor.4:17). A medida de Deus é outra, ele não mede como nós medimos.

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