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12/10/2019
Meditação diária de 14/10/2019 por Flávio Reti – Valdir Negreli
14/10/2019

Meditação diária de 13/10/2019 por Flávio Reti – Philippe Pinel

13 de outubro

Provérbios 1:7  “mas os insensatos (loucos) desprezam a sabedoria e a instrução”

Philippe Pinel

Esse nome Pinel lembra alguma coisa a você, a palavra Pinel? Não é sem razão que essa palavra existe na língua portuguesa, porque esse Senhor de nome Philippe Pinel realmente existiu. Era um médico, nascido na França, filho de médicos e sobrinho de médicos, logo, não poderia ser outra coisa, um médico. Ele é considerado por muitos como o pai da psiquiatria. Ele começou ganhando nome quando tentava convencer os franceses de que o indivíduo mentalmente perturbado não era louco, mas um doente. Na época os perturbados mentais eram tratados a pauladas, de forma violenta e Pinel insistia que eram doentes mentais. Na esteira das doenças mentais ele incluía, além de perturbações mentais, a demência precoce, esquizofrenia, loucura e outras. Mas não pense que ele foi apenas médico psiquiatra, ele estudou matemática também e foi tradutor de obras médicas, além de empreender expedições botânicas, à semelhança de Darwin. O incentivo para ele entrar de cabeça na pesquisa das doenças mentais foi uma questão pessoal, porque ele tinha um amigo que desenvolveu uma certa alienação nervosa estranha que se transformou em uma mania muito forte e acabou em suicídio do amigo. Para ele, que era amigo, foi uma tragédia cuja causa foi falta de alguém que administrasse a situação, alguém que se interessasse pelo problema nada normal. Para Pinel, a morte do amigo foi uma tragédia desnecessária por falta de gestão de gente mais sensível para lidar com o assunto e com isso até ele ficou assustado com o que poderia acontecer depois de qualquer perturbação mental. Para se preparar, ele escolheu trabalhar em um sanatório durante cinco anos fazendo observações sobre as diversas formas de loucura e formulando sua definição e seu tratamento da causa. Pinel era um sonhador, para ele, como médico, o resultado e a ajuda médicas deveriam vir da experiência clínica com os pacientes. Ele se espelhava muito em Hipócrates, um médico lendário lá da antiga Grécia. Hoje, jocosamente, quando alguém quer ofender e chamar alguém de louco, prefere-se chamar de pinel, dizemos que fulano está pinel, para não dizer que está mentalmente alterado.

O homem moderno já se acostumou com muitas outras formas de loucura, muitas delas conscientes, e com elas convive normalmente. Se não for verdade, responda então: Por que os homens bebem até cair? Por que os homens de hoje fumam soltando fumaça pelo nariz como se fosse uma locomotiva? Por usam drogas, as mais diversas, a ponto de termos uma geração jovem literalmente doente e dependente de drogas, a causa número um das maiores estupidezes que se cometem na nossa sociedade, mesmo entre a chamada de primeiro mundo, mesmo lá as drogas estão presentes. Uma outra forma de loucura consciente é o homem de são juízo se alienar de Deus, de afirmar categoricamente que Deus não existe e com essa conclusão ele se vê forçado a negar também que satanás não existe, que pecado não existe. Pergunta-se: Quem está mais alienado mental, louco, o doente mental ou o nosso homem moderno? Que diria Philippe Pinel se pudesse estudar a sociedade atual e constatar tantas loucuras que cometidas por homens considerados sãos? Jesus deve ter lá no céu uma medida diferente para medir os homens de hoje, muito mais arguta do que as observações de Pinel.

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