Meditação diária de 12/04/2017 por Flávio Reti
12/04/2017
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14/04/2017

Meditação diária de 13/04/2017 por Flávio Reti

Dia Internacional do Beijo

“Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo traís o filho do homem?” Lucas 22:48

Certo dia vi pela televisão uma mulher aficionada por animais exóticos e ela estava mostrando um sapo, de estimação, que ela chamava de trovão. Ela colocava o sapo no pescoço, segurava como um bebê, coçava a barriga dele e sempre beijando o sapo.

Já viu, ou já leu, aquela história infantil de um príncipe que foi enfeitiçado por uma bruxa e virou sapo? E um dia a princesa passeando à beira de um lago deixou cair um de seus enfeites na água. O sapo apareceu e se ofereceu para recuperar ao joia que caiu no lago. Ela aceitou e quando quis recompensar o sapo pela gentileza, ele pediu em troca que ela lhe desse um beijo. Ela, relutou com algum tipo de asco, mas o beijou assim mesmo e ele se transformou imediatamente num príncipe muito lindo. Eles se casaram e foram felizes para sempre. Isso é história pra boi dormir, pra lagartixa cair da parede. Essa história de beijar sapo não me agrada muito. Eu ainda prefiro os beija- flores. Há quem diga que nas histórias infantis as princesas beijam os sapos e eles se transformam em príncipes, mas na vida real, as princesas beijam os príncipes e eles se transformam em sapos.

Existem beijos de todos os tipos. Beijo cinematográfico, beijo de novela, beijo sensuais e beijos corriqueiros, como beijos de mulheres que se encontram, encostam o rosto uma na outra e beija o ar. As pessoas se beijam por costume, por respeito, por educação e também por mera formalidade, dependendo do que querem expressar com o beijo.

“Por mais sedutor e apaixonado que um beijo possa ser, sempre existe quem o reduza a uma simples troca de bactérias. Ou a um ato que pode encurtar a vida. É o caso da dra. Martine Mourier, da Faculdade de Bobigny, na França, que dedicou as duzentas páginas de sua tese de doutoramento em Medicina aos efeitos do beijo. Num beijo bem carinhoso, pesquisou a dra. Mourier, entram

em ação dezessete músculos. Mais paixão exige mais do corpo: vinte e nove músculos. Ao mesmo tempo, a pressão que o rosto de uma pessoa exerce sobre a outra chega a 12 quilos. É nessa hora que trocam de boca pelo menos 250 bactérias” (Super Interessante, v.4, ano 6). O beijo mais comentado e mais abjeto foi o beijo de judas, porque era um beijo falso e traia um amigo. A falsidade sempre foi um ato reprovável. Veja a posição de Davi quando diz “Odeio e abomino a falsidade” (Sal.119: 163).

Você já foi beijado? Gosta de beijar? Com que tipo de beijo? A intenção é que conta. Beijo nunca foi e não é biblicamente proibido, mas é cercado de circunstâncias. Depende da motivação. A senhora White não era muito amiga de beijos. Leia o que ela escreveu para as mães e você vai percebendo que ela não era afeita a beijos: “Se amais a alma de vossos filhos, chamai-os à ordem. Profusão de beijos e sinais de amor cegam vossos olhos, e vossos filhos o sabem. Dai menos importância a essas demonstrações externas de abraços e beijos e descei ao fundo das coisas e mostrai o que constitui amor filial. Recusai essas manifestações como fraude, como logro, a menos que sustentadas pela obediência e respeito por vossas ordens” (O Lar Adventista, p.307). Mas ela mesma fala que Jesus aceitou beijos das crianças, logo após a expulsão dos vendilhões do templo. “Jesus lhes curara as moléstias; enlaçara-as nos braços, recebera-lhes os beijos de reconhecido afeto, e algumas delas haviam adormecido em Seu peito, ao ensinar Ele a multidão. Agora, com alegres vozes, os pequenos Lhe entoavam o louvor. Repetiam os hosanas da véspera, e triunfalmente agitavam palmas diante do Salvador. O templo ecoava e reecoava às suas aclamações: “Bendito o que vem em nome do Senhor”! Sal. 118:26. “Eis que o teu Rei virá a ti, justo e Salvador!” Zac. 9:9. “Hosana ao Filho de Davi!”(DTN, 592). Será que um beijinho de boa noite, um beijinho de eu te amo é coisa proibida? Parece que não, é coisa da cultura de cada povo. Mas existe beijinho e beijões, cuidado!

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