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11/01/2020
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13/01/2020

Meditação diária de 12/01/2020 por Flávio Reti – Alto falante

12 de janeiro

Malaquias 3:6  “De fato, eu, o Senhor, não mudo. Por isso vocês, descendentes de Jacó, não foram destruídos”

Alto falante

Nasci e me criei em Guaianás, no município de Pederneiras, e me lembro de que quando ainda era criança havia no lugarejo um serviço de alto falante que todos os dias era ligado às seis da tarde e ia ligado até as onze da noite tocando músicas e dando notícias locais, mandando recados, fazendo pedidos solidários, anunciando falecimentos e era o que tínhamos para ter alguma informação. Ainda me lembro do dia em que ergueram o alto falante em forma de uma flor de lírio preso a um mastro de eucalipto muito alto e foi necessário uma vintena de homens com cordas e escoras para levantar o tal mastro já com o alto falante preso nele e depois direcionar para que o alto falante ficasse voltado para a vila. Mas aquilo era ouvido a quilômetros de distância. E os moradores não tinham escolha, ouviam mesmo sem querer, porque o controle de volume não ficava à nossa disposição, ficava lá no estúdio de onde vinha a programação. Depois de um tempo o proprietário do serviço (A Voz sonora de Guaianás) se converteu à igreja Adventista e acabou vendendo todo o equipamento para o Pastor Wilson Sarli usar nas campanhas evangelísticas daquela época. Não era comum as famílias terem um aparelho de som em casa, quando muito tinham um rádio a válvula que mais roncava do que falava e a inauguração de um serviço de alto falante foi uma grande novidade e representava crescimento cultural para os moradores locais. Hoje quando você vê um jovem passando com um celular na mão e um fone de ouvido conectado, ele unicamente está ouvindo o que sai do aparelho, mas no nosso caso lá em Guaianás todos os moradores ouviam simultaneamente mesmo que não quisessem, por isso eu penso agora que aquilo, que é considerado um estrupício, sucata diante dos equipamentos de hoje, era uma grande conquista, uma grande invenção, um grande progresso para nossa vila. E com essa lembrança da minha infância surge a seguinte consideração: Como nosso conceito das coisas mudam! O que era o suprassumo da época agora não passa de sucata e acho que nem como sucata se encontra. O serviço de rádio se espalhou e cresceu grandemente, depois veio a televisão que só foi ganhando espaço e hoje, pela internet, é possível ouvir o que quiser de qualquer lugar do mundo, no mundo inteiro. Bem, nosso conceito mudou e ainda vai mudar mais até o fim dos tempos neste mundo, mas o que dizer do conceito que Deus faz de nós? Se Deus mudasse sua maneira de ver o ser humano, nós há muito estaríamos eliminados desta terra. Felizmente Deus ainda nos considera tal e qual ele criou, seus filhos, a despeito de nosso mau comportamento diante dele. Graças a Deus que Deus não mudou, não muda e jamais mudará seu conceito de nós.

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