Meditação diária de 10/10/2019 por Flávio Reti – Carlos Manuel Perfecto del Carmen de Céspedes y Lopes del Castillo
10/10/2019
Semana de Reflexão Espiritual (11 à 19/10/2019)
11/10/2019

Meditação diária de 11/10/2019 por Flávio Reti – Emily Wilding Davison

11 de outubro

Mateus 26: 49 “E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Salve, Rabi; e o beijou”

Emily Wilding Davison

Se ela estivesse viva, estaria aniversariando hoje, porque nasceu neste dia, mas em 1872 em um bairro de Londres e já naquela época foi uma feminista militante pela emancipação da mulher, do partido feminino, e lá um certo dia, assistindo a uma corrida de cavalos no hipódromo de Epson, ela se jogou na frente do cavalo do rei Jorge e com esse ato extremo ela sofreu traumatismo craniano, teve morte cerebral e depois de quatro dias morreu. Inicialmente ela era de família pobre e filha de uma viúva sem trabalho que mal conseguia pagar as contas e sobreviver. A despeito da vida quase miserável que levava, conseguiu estudar e ser uma professorinha. Não entrou para a faculdade porque no seu tempo esse direito era negado às mulheres no seu pais. Enquanto agia como professora das séries iniciais, ela se associou ao partido feminista (Women’s Social and Political União) WSPU, isso em 1906. Seu objetivo era reunir forças e defender os direitos das mulheres que era negado. Depois de 2 anos, ela abandonou o emprego de professora e se entregou de corpo e alma no movimento feminista e ganhou a pecha de ser uma ativista militante radical e com isso esteve várias vezes detida e presa. Tão radical se tornou que acabou atacando um homem comum, que nada tinha a ver, supondo que ele fosse o ministro da fazenda. Radicalizou tanto que fez greve de fome e foi alimentada à força, noutra ocasião ela se jogou de uma escada sofrendo injúrias graves na coluna cervical. Mulheres podiam assistir às corridas de cavalo, mas não podiam votar e assim ela compareceu ao local das corridas para protestar e tentou colar um cartaz em um dos cavalos, mas não deu certo e ela foi golpeada com um coice. Quando o cavalo do rei Jorge passava, ela se jogou na frente com o intuito de parar o cavalo, mas ele não parou e ela foi atropelada sofrendo traumatismo craniano do qual veio a falecer alguns dias depois. O ginete que montava o cavalo real Ammer também se machucou no acidente. Seu funeral atraiu muita gente e na sua lápide escreveram: “Atos, não palavras”. Seu ato ao invés de conseguir seu objetivo que era dar voto às mulheres criou uma situação contrária. O argumento era que se uma mulher educada como Emily estava disposta a fazer o que fez, o que não fariam as demais mulheres não educadas? Naquele momento elas, as mulheres, não conseguiram seu intento porque os londrinos temiam que elas provocariam um caos social.
Isso pode acontecer conosco, que tendo as melhores das intenções podemos estar buscando nossos objetivos de maneira errada. Alguém já disse que “de boas intenções o inferno está cheio”. Judas Iscariotes, convencido de que o mestre Jesus tinha poder para se safar de qualquer situação se propôs vendê-lo, ganhar dinheiro, na certeza de que na hora certa Jesus se sairia daquele embaraço que ele criou, mas seus planos deram errado e Jesus foi preso. Desesperado, sem ver uma solução plausível, Judas se enforcou para não ver o resultado de sua ação perpetrada convictamente correta. Nossas decisões, nossos planos, podem não estar alinhados com os planos de Deus, como não estava o plano de Emily e também de Judas. Só o Espírito Santo pode nos fazer conhecer o caminho a seguir, logo, a solução de tudo não está em nós, mas em Deus, e orientados pelo Espírito.

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