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Meditação diária de 11/06/2019 por Flávio Reti – Timothy James McVeigh

11 de junho

Lucas 13:3  “… antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”

Timothy James McVeigh

Em abril de 1995 houve na cidade de Oklahoma um atentado que matou 168 pessoas e deixou 850 pessoas feridas. Só o atentado de 11 de setembro de 2001 foi mais desastroso do que esse de Oklahoma city. O que mais encabula é que foi perpetrado por um ex-soldado americano que lutou para defender o país na guerra do golfo, patrício portanto, e que foi condenado à pena capital e foi realmente executado em junho de 2001. O que ele fez foi muito simples, apenas deixou um furgão médio com 2.500 quilos de dinamites estacionado em frente ao prédio do governo federal e acionou à distância, fugindo em seguida em um carro Mercurry 1977 sem placa, filmado na fuga. O jovem Timothy tinha um comportamento radical sobre política e era apaixonado por armas, defensor do Neonazismo na América. Com o eclodir da guerra do golfo, Timothy foi convocado e se comportou como um brilhante soldado na propalada OPERAÇÃO TEMPESTADE NO DESERTO. Ao voltar foi cheio de medalhas e condecorações por heroísmo e bravura, tudo apontava para um futuro brilhante no exército. Mas não foi isso o que aconteceu. Ele prestou concurso para o esquadrão dos “Boinas verdes”, um pelotão de elite, e não foi aprovado, com isso passou a compartilhar suas frustrações com o governo. Na época ele viu como o governo massacrou ao atacar o Condomínio de Waco, liderado por um ex-adventista de nome David Coresh e se revoltou mais ainda. Depois da explosão e do desastre ocorrido, 90 minutos depois ele já estava nas mãos da polícia. Um leve interrogatório e Timothy foi identificado como autor da barbárie. A pressão pública exigiu e o governo o responsabilizou no processo terminado com a sentença de pena de morte a um réu que não se demonstrava nem um pouquinho preocupado ou arrependido pelo que fez. Ele mesmo se classificou como “suicídio assistido pelo governo”. Depois de marcada a execução, ela foi adiada por um mês para que os advogados acrescentassem mais documentos, mas ele mesmo não fazia caso de nada, ao contrário, disse que já estava preparado para morrer. Para zombar das autoridades, na sua última refeição ele pediu um litro de sorvete de menta com bolinhas de chocolate. No dia 11 de junho de 2001 ele foi executado com uma injeção letal nas veias do braço direito. No líquido da injeção estavam três substâncias: uma para desmaiá-lo, uma para bloquear a respiração e outra para parar o coração, e mesmo assim o processo ainda demorou 14 minutos de agonia. Seu corpo foi cremado e as cinzas ninguém sabe até hoje para onde foram.

Que pena, um jovem inicialmente brilhante, acabou de uma forma tão trágica cujo ato apagou tudo de bom que ele havia feito, as dificuldades que passou no Golfo, as medalhas e honras que recebeu, tudo foi por água abaixo num simples ato impensado e estúpido. Com muita propriedade o apóstolo disse: “Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia” (I Cor.10:12). E é exatamente isso que todos precisam fazer, porque cair é muito fácil, basta um mau pensamento e lá se vai uma vida de utilidades.

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