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Meditação diária de 10/12/2019 por Flávio Reti – Sócrates

10 de dezembro

João 7:18  “Quem fala de si mesmo busca sua própria glória…”

Sócrates

Sempre que esse nome é citado vem junto a frase “foi um grande filósofo da Grécia antiga”, mas quem foi mesmo esse tal Sócrates que sempre é citado?  Bem, que foi um filósofo de Atenas que viveu no período clássico da Grécia antiga todos já sabem e que foi o criador da Filosofia ocidental também todo mundo sabe. Então por que ele continua até hoje sendo essa figura enigmática e que é só conhecido através de citações de outros e nunca dele mesmo? A história registra que ele deu aulas para Platão, para Aristóteles, para Alexandre o Grande. Registra também que ele veio a ser conhecido e de grande nome pela sua contribuição no campo da ética e hoje se fala em ironia socrática, um método socrático usado na pedagogia moderna. Foi Sócrates quem deu importantes e duradouras contribuições no campo da epistemologia, no campo da lógica. Alguém chegou a dizer que ele era um santo, um profeta do deus Sol e que foi um mestre condenado pelos seus ensinos. Mas, a maior parte do que sabemos a respeito de Sócrates chegou até nós através de seu discípulo Platão, porque não existem evidências nem provas de que Sócrates tenha publicado alguma coisa. Alegam que ele não deixou nada escrito porque na sua época o conhecimento era transmitido preferencialmente via oral. E ele mesmo dizia de si que sabia que nada sabia “Só sei que nada sei”. Além do mais, se ele escrevesse e por acaso fosse um erro, a escrita perpetuaria o erro e sendo oral ele não corria esse risco. Seu pai era escultor, trabalhava esculpindo mármore, e sua mãe era parteira. Ele ajudava seu pai, mas tinha a fama de ser um péssimo escultor que mais atrapalhava seu pai do que ajudava. Dizem que Sócrates tinha o mau hábito de caminhar descalço e não gostava de tomar banho. Às vezes parava e ficava imóvel durante horas meditando em alguma coisa que lhe surgia na mente. Como sua mãe era parteira, ele costumava dizer que também dava à luz suas ideias e filosofadas que ele passou a chamar de maiêutica, que em grego significa “parto” das ideias. Ele defendia que sempre devemos dar maior ênfase na busca do que não se sabe do que se esforçar para transmitir o que já se sabe, que a investigação é mais útil do que transmissão. Ele tinha o hábito de ficar nas praças e nas ruas debatendo ideias e por isso ele era sempre cercado de pessoas do povo, de alunos, porque ele fascinava jovens, homens e mulheres incluindo políticos, com sua argumentação, e não cobrava pelas suas aulas ao ar livre. Há um ditado afirmando que quem fala demais acaba falando o que não deve. Lá um dia ele ofendeu políticos que de alguma maneira arrumaram um motivo para condená-lo a morrer envenenado. Sua acusação constava de 3 crimes: Não acreditar nos costumes e nos deuses gregos, unir-se a deuses malignos que gostam de destruir cidades, e corromper jovens com suas ideias. Ele mesmo tomou a taça de veneno e a sorveu diante de todos.

Parece que ele cumpriu exatamente o que encontramos em Mateus 26:73, referindo-se a Pedro, “o teu modo de falar te denuncia”. A verdade não é filosófica, ela é objetiva, não se discute a verdade, porque ela se impõe por si. Sócrates certamente não falava a verdade de Deus, por isso sua filosofia não o poupou quando foi condenado. Seus argumentos foram inúteis. Logo, devemos viver a verdade e nunca filosofar em cima dela.

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