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Meditação diária de 10/10/2019 por Flávio Reti – Carlos Manuel Perfecto del Carmen de Céspedes y Lopes del Castillo

10 de outubro

Êxodo 3:10  “Agora, pois, vem e eu te enviarei a Faraó, para que tires do Egito o meu povo, os filhos de Israel”

Carlos Manuel Perfecto del Carmen de Céspedes y Lopes del Castillo

Aqui está um cubano que era proprietário de terras rurais e também advogado que acabou se transformando em um líder que encabeçou a Independência de Cuba. Ele reuniu forças e pegou em armas contra o governo espanhol. Libertou seus escravos e incentivou-os a se unir na luta anticolonial. Ele mesmo, como advogado que era, redigiu a declaração de Independência de Cuba em 1868 e promoveu a guerra dos dez anos. Infelizmente ele morreu nesse combate lutando contra os espanhóis. Se aqui no Brasil Dom Pedro deu o grito de Independência ou Morte, para ter o Brasil livre de Portugal que nos massacrava e levava daqui nosso melhor em troca de apenas mais opressão, lá em Cuba onde os espanhóis seguiam mais ou menos o mesmo padrão dos Portugueses no Brasil, ele deu o “grito de Yara”, declarando a independência e dando início à luta armada contra a escravização de um povo. Chegou o dia no momento em que o sino era tocado para os escravos se porem em pé para o trabalho e ele reunindo-os disse que daquele momento em diante todos eram homens livres e convidou-os a se unirem na luta contra a tirania espanhola formando um paredão de guerra em Cuba contra o governo de Espanha. Por isso ele passou a ser conhecido como “El Padre de la pátria” (O pai da pátria). Céspedes foi vencido e se refugiou nas montanhas porque o governo lhe negou proteção para que ele deixasse Cuba e assim os soldados espanhóis o alcançaram e o mataram. Não foi ainda a Independência de Cuba, faltou um pouco, mas o Grito de Yara alcançou alguns avanços. Os cubanos aprenderam algumas lições que foram bem utilizadas na guerra propriamente dita anos mais tarde.

Aqui no Brasil, descoberto em 1500, a independência só chegou em 1822, depois de 322 anos. Lá em Cuba, descoberta por Colombo em 1492, a independência só chegou em 1898, depois de 406 anos. Independência e liberdade são condições desejáveis para qualquer povo. Nenhum povo é povo enquanto está sob o tacão de um dominador, muitas vezes severo e opressor, como foi com os israelitas no Egito, durante 400 anos até que se levantou Moisés, chamado por Deus, para os libertar e fazer deles um povo, com sua língua, suas leis, seu território e seus líderes.

Mas a maior libertação que o povo de Deus espera é a libertação da escravidão do pecado imposto por satanás e que vem se arrastando desde o Éden, desde que nossos pais pecaram e receberam a punição pelo seu erro. Desde lá a raça humana vem chorando e se lamentando pelos caminhos da vida, arrastando uma pesada carga de culpa e de sofrimento. Bem que temos a promessa de Jesus com as promissoras palavras: “Se o filho vos libertar, verdadeiramente seis livres” (João 8:36). A libertação maior não é de um governo opressor, mas de satanás, o carrasco implacável que impôs pesado fardo sobre os seres humanos até o dia de hoje e por isso gememos debaixo da servidão aguardando que Cristo volte e nos liberte de fato e de direito.

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