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Meditação diária de 09/12/2019 por Flávio Reti – John Henry Patterson

09 de dezembro

I Pedro 2:15  “Porque assim é a vontade de Deus que, fazendo o bem, façais emudecer a ignorância dos homens insensatos”

John Henry Patterson

Esse John Patterson era um soldado Irlandês, defensor do movimento sionista e caçador quando esteve servindo no Quênia na construção de uma ferrovia. Mais para o final da vida ele escreveu um livro com o título “The Man-Eaters of Tsavo” (Os comedores de homens de Tsavo). Com 17 anos ele ingressou para o exército e deixou seu pai, um protestante, e sua mãe, uma católica no lugar onde nasceu, Forgney, na Irlanda. Progrediu na hierarquia militar e chegou a tenente coronel. Em 1898 ele foi encarregado de administrar uma Companhia de construção ferroviária que, mantida pela coroa britânica, construía uma ponte ferroviária sobre o rio Tsavo, no Quênia. Assim que lá chegou com seus homens, dois leões começaram a aparecer e comer os trabalhadores. Os leões entravam à noite nas tendas e arrastavam os empregados para o matagal e se alimentavam deles. No seu livro ele conta os detalhes dessa história. E não foi apenas um homem, foram vários, porque até que os leões fossem abatidos demorou nove meses de maneira que a estrada de ferro não avançava por causa dos leões devorando empregados. Os trabalhadores já estavam acreditando que não se tratava de animais de verdade, mas que eram espíritos maus que se apresentavam daquele jeito para paralisar a obra e até conseguiram, porque chegou o momento em que todos os peões se retiraram e paralisaram a construção. Só podia ser, porque o início dos ataques coincidia com a chegadas deles lá. Eles atacavam sempre em dupla e estrategicamente coordenados devoraram um total de 140 homens. Ali perto da construção havia uma rota de tráfico negreiro e como muitos negros morriam no trajeto eles eram deixados mortos na beira da trilha e provavelmente os leões se acostumaram com o alimento facilmente disponível e já não respeitavam se era branco ou preto, simplesmente ser humano era seu alimento preferido. Patterson, se valendo da sua experiência de caça na Índia, mesmo correndo risco de vida, matou um dos leões a tiro e dentro de 15 dias matou o segundo. Estavam gordos e pesados, mediam quase três metros de comprimento e foi preciso oito homens para arrastá-los até o acampamento a fim de provar que não eram espíritos, mas leões de verdade. Imediatamente, Patterson foi declarado herói e a notícia se espalhou. Ele foi homenageado na Inglaterra, nos Estados Unidos, ganhou uma taça de prata dos empregados pela bravura e no final ainda vendeu a pele e o crânio dos leões por 5.000 dólares ao museu de Chicago. Patterson voltou outras vezes à África para caçar, lutou na 1ª guerra mundial e defendeu o sionismo. Morreu um ano antes de ver a criação do Estado de Israel em 1948.

Mas por que será que sempre quando o homem não tem a explicação correta ele inventa alguma crença estapafúrdia para justificar sua ignorância? Aqueles homens sendo comidos pelos leões e afirmando cegamente que eram espíritos do mal revoltados com eles. Ainda bem que Deus não leva em conta os nossos tempos de ignorância (At.17:30), mas sabemos que podemos ser separados da vida de Deus pela ignorância que há na dureza do coração (Efes.4:18). Saber menos do que está revelado é ignorância, logo, precisamos conhecer a Deus e sua vontade para sabermos nos conduzir inteligentemente.

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