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09 de outubro

João 17:17  “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”

Antônio Houaiss

Vai anotando os atributos do homem em destaque como um intelectual brasileiro. Filólogo, crítico literário, tradutor, diplomata, enciclopedista, ministro da Cultura. Tudo isso em língua portuguesa sendo ele filho de libaneses que vieram morar no Rio de Janeiro. Imagina, com 16 anos o rapaz já começou lecionar português e nunca mais deixou de ser professor, com 19 anos organizou e elaborou duas enciclopédias, as mais importantes já feitas no Brasil que foram a Delta-Larousse e a Mirador Internacional. Produziu dois dicionários bilíngues de Inglês-Português e de Português-Inglês. Quando a Academia Brasileira de Letras fez uma revisão da língua, ele organizou a edição do vocabulário. Traduziu romances de James Joice e de brinde foi Ministro da Cultura no Brasil no governo de Itamar Franco. Não foi por nada que a Revista Veja o classificou como o brasileiro mais estudioso das palavras da língua portuguesa em nossos tempos modernos. O projeto mais ambicioso de sua vida foi a publicação de um dicionário completo da nossa língua, mas não deu tempo e ele morreu antes. O dicionário foi publicado, mas como obra póstuma. O último acordo ortográfico de 1990 foi feito sob os auspícios de Antônio Houaiss, quando ele era diplomata e também linguista, já membro da Academia Brasileira de Letras. É certo que recebeu críticas gratuitas, mas estão aí muitas obras das suas mãos.

Agora pense comigo: A nossa bíblia é um livro que abrange escritos desde Moisés escrevendo o livro de Gênesis até João escrevendo o livro de apocalipse, abrangendo um período de 1600 anos. Entre os diversos escritores que na sua maioria não se conheceram um ao outro estão homens de todos os níveis sociais. Temos reis, temos pastores de ovelhas, temos lavradores, pescadores, cobradores de impostos, médico, fariseu e pessoas comuns. Mas uma coisa é impressionante quando paramos para observar nossa bíblia, é que há entre eles uma coerência impressionante. Um não contradiz o outro, todos escreveram em épocas diferentes, em contexto social diferente, sob circunstâncias diferentes e, no entanto, há essa coerência inexplicável. Como explicar essa coerência, esse acordão de ideias e de atitudes, de objetivos e de esperança na pessoa de Jesus distanciados uns dos outros como sabemos que assim foi? E quando ela aborda profecias prevendo o futuro? Só pode ter sido pela orientação do Espírito Santo, do contrário nenhum livro escrito ao longo de 1600 anos teria essa objetividade tão única!

A bíblia é um conjunto de escritos sagrados que chegou até nós atravessando séculos por meio do povo judeu e pelos cristãos zelosos. Sua preservação imutável é outro aspecto a considerar. Por isso o mundo cristão crê que a bíblia é a revelação de Deus à humanidade, e é também a vontade de Deus escrita, que contém nela tudo que os homens precisam para chegar até o criador. Tudo está revelado na Bíblia e o que o ser humano precisa é conhecê-la pela fé, pois seu tema central é a salvação mediante a fé em Jesus Cristo. Alguém disse certa vez: “A Bíblia é Deus falando ao homem. Deus falando através do homem, Deus falando como homem e Deus falando a favor do homem; mas é sempre Deus falando”. E tem mais, a bíblia é qual uma bigorna, sobre a qual já se desfizeram muitos malhos e ela permanece. Você consegue explicar como?

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