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08/09/2019
Meditação diária de 10/09/2019 por Flávio Reti – John Langdon Haydon Down
10/09/2019

Meditação diária de 09/09/2019 por Flávio Reti – Gerhard Hansen

09 de setembro

Marcos 1:42   “Imediatamente desapareceu dele a lepra e ficou limpo”

Gerhard Hansen

Hoje, felizmente, a lepra tem cura. Mas é recente sua cura. Ao longo do tempo a lepra foi trocando de nomes: Lepra, morfeia, doença de Lázaro, mal de Hansen e atualmente nos acostumamos chamá-la de hanseníase. Um nome bonito para uma coisa feia. Foi o médico Gerhard Hansen que descobriu o micro-organismo causador da doença e ao seu nome se deveu o nome bonitinho para lepra: hanseníase. É uma doença infecciosa, isso quer dizer que ela é contagiosa, que passa de uma pessoa doente, que não esteja se tratando, para outra que esteja sadia. Ela é insidiosa e camuflada. Demora de dois a cinco anos para apresentar os primeiros sintomas e sinais da infecção. O leproso apresenta sintomas na pele e neurológicos. Além de causar incapacidade, pode causar deformidade. Eu me lembro, quando menino, de aparecerem lá na vila onde eu morava, Guaianás, município de Pederneiras, o melhor lugar do mundo, onde eu passei minha infância fazendo artes e nadando no rio, algumas pessoas vindas de um tal de sanatório que ficava em Aymorés, nas proximidades de Bauru. Havia lá em Guaianás, no final de uma rua, uma grande paineira que florescia em determinada época do ano e era um espetáculo ver a paineira florescida. Os leprosos vinham, montavam seus cavaletes no meio da rua e começavam a pintar a paineira nas suas telas. Nós meninos, curiosos, nos aproximávamos deles para apreciar o trabalho que estavam fazendo. E nós notávamos que muitos deles tinham as mãos enfaixadas, tinham falta de dedos, nalguns faltava o nariz, era só um buraco, a cara toda esgrouvinhada, deformada, parecendo um abacaxi, toda corrugada. Nossas mães nos diziam que eles eram leprosos e que tomássemos cuidado para não nos aproximar deles.

Nos dias de Cristo ainda não eram conhecidas as causas da doença e os leprosos eram isolados da comunidade para evitar contaminação da população. O sistema de leis cerimoniais judaicas previa um local adequado para os leprosos viverem isoladamente. “De todas as doenças conhecidas no Oriente, a lepra era a mais temida. Seu caráter incurável e contagioso e seu terrível efeito sobre as vítimas enchiam de temor aos mais corajosos. Entre os judeus era considerada um juízo pelo pecado e daí ela ser chamada “o açoite”, “o dedo de Deus”. Profundamente arraigada, inextirpável, mortal, olhavam-na como símbolo do pecado” (CBV, p.67). 

Ainda há muitas lepras nas sociedades de hoje. A lepra do egoísmo parece ser a pior. Ninguém se dispõe a abrir a mão de nada, nem para desejar “bom dia”.  Nunca devemos permitir que nosso caráter seja atingido pela mácula da lepra do egoísmo. Uma alma nobre, em parceria com um intelecto aperfeiçoado, tornar-nos-á homens a quem Deus usará em posições de sagrada confiança.  O mundo está sob a maldição do pecado e, no entanto, mesmo em seu estado de decadência, é muito belo. Se não fosse poluído pelos atos iníquos e corruptos dos homens que andam sobre a terra, poderíamos com a bênção de Deus apreciar nosso mundo assim como é. Mas a ignorância, o amor aos prazeres e os hábitos pecaminosos, corrompendo alma, corpo e espírito, enchem o mundo dessa lepra moral, mortífera malária moral, que está destruindo milhares de crentes.  Muito cuidado, porque essa doença chamada lepra do pecado é muito contagiosa.

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