Meditação diária de 08/05/2019 por Flávio Reti – Antoine Laurent de Lavoisier
08/05/2019
Pesquisa do Ministério Pessoal
09/05/2019

Meditação diária de 09/05/2019 por Flávio Reti – Robert Schuman

09 de maio

I Pedro 1:15  “mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo vosso procedimento”

Robert Schuman

Ele foi um político e estadista e também compositor em Luxemburgo, mas havia com ele uma curiosidade especial: Ele era a favor da democracia e acima do mais era cristão. Como luxemburguês, ele frequentou obviamente a escola de Luxemburgo até o ensino médio, mas preferiu fazer advocacia na Alemanha e depois de formado ele abriu um escritório em Metz. Infelizmente, dois anos mais tarde estourou a Primeira Grande Guerra mundial e pra piorar Schuman ficou muito doente e foi obrigado a se aposentar. Com isso ele preferiu voltar e morar na França, mas logo em seguida estoura também a segunda Grande Guerra Mundial e, atuando na França, Schuman foi apontado pelo governo como subsecretário de estado para recolher e auxiliar os refugiados que por causa da guerra eram muitos pelas ruas de Paris. Atuando dentro das suas atribuições, infelizmente, ele foi preso pela Gestapo, a polícia secreta do regime nazista e levado para a prisão em Metz, a cidade que ele havia trabalhado como advogado. Mas ele conseguiu fugir e se refugiar na França novamente e se tornou o presidente do conselho do Movimento Popular Republicano e progrediu até ministro das Relações Exteriores. Nesse cargo, ele foi o grande negociador de vários tratados sobre o final da Segunda Guerra Mundial. Ele, na sua esperteza, propôs a produção de carvão e aço da Europa sob uma só Autoridade e aberta a todos os países da Europa. Essa declaração de Schuman foi o embrião que deu posteriormente a origem à União Europeia, como se vê hoje. Próximo passo, ele foi reconhecido como primeiro presidente do Parlamento Europeu e chegou a receber o título de “pai da Europa”. A Igreja católica, aproveitando esse boom político, propôs a beatificação dele em 1990. Um processo de 50 mil páginas foi aberto e 200 testemunhas foram ouvidas, mas até hoje o processo se encontra parado na CONGREGAÇÃO PARA AS CAUSAS DOS SANTOS em Roma, para maiores exames. No entanto, ele ainda é reconhecido com um servo de Deus, cristão, e isso é o primeiro passo para alguém “se tornar santo” da Igreja católica. O apóstolo Pedro, citando as palavras de Jesus disse: Sede santos porque eu sou santo (I Ped.1:16). Logo, ser santo no comportamento não é por escolha de alguma igreja, mas é quase uma imposição do próprio Jesus, é uma obrigação nossa ser santo, independente de cargo, de posição, de atividade política ou outra qualquer. Afinal, a vida cristã é uma caminhada na estrada da santidade ainda mais sabendo que a santificação não é obra de um dia, mas de uma vida toda. Não duvidamos que alguém possa ser santo, mas daqui até a santidade há um longo caminho a percorrer e basta permanecer nele que um dia chegaremos lá. A possibilidade de ser santo não vai pelo regime de casta, regime este que proíbe alguém mudar de classe social, mas é um regime democrático, aberto, onde qualquer um que quiser e puder pode mudar sua condição de pecador para santo. Jesus pediu a Deus que santificasse seus discípulos na verdade, porque a palavra dele era a verdade (João 17:17). É possível ser santo, Jesus o foi e nos deu o exemplo (Lev.11:44).

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