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07/12/2019
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Meditação diária de 08/12/2019 por Flávio Reti – Desmond Mpilo Tutu

08 de dezembro

Gálatas 6:10  “Então, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos…”

Desmond Mpilo Tutu

Esse sorriso que você vê na foto não é para menos, ele o arcebispo da Igreja Anglicana, na África do Sul, havia acabado de ganhar o prêmio Nobel da Paz em 1984 pela sua luta contra o apartheid no seu pais. E também ele foi o primeiro negro a assumir o cargo de arcebispo na maior cidade da África do Sul, a cidade do Cabo. Filho de um professor e de mãe cozinheira, Tutu tinha a intenção de se tornar um físico, como sua família não tinha recursos para custear a escola, ele resolveu tentar numa escola de Londres o curso de teologia. A África do Sul fora colonizada por Ingleses, assim, era fácil obter contatos na Inglaterra. Estudou lá e quando voltou vinha cheio de objetivos e propostas na cabeça, uma delas era defender os direitos civis iguais para todos, por causa do racismo que reinava na África e também a derrubada das leis que impediam a livre circulação dos negros e também que os Ingleses parassem com a deportação forçada de negros por qualquer quesito ou deslize cometido. Esse movimento já vinha ganhando corpo por lá e recebeu o nome de Apartheid que resumindo era a política oficial da segregação racial. Vários países (Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, inclusive o Brasil) lhe conferiram o título de doutor Honoris Causa, pela empreitada assumida. Ele conseguiu, o regime caiu e ele passou a ser presidente da comissão de reconciliação com poderes de investigar, julgar e anistiar crimes cometidos contra os direitos humanos durante o regime. Ele teve a sorte de lutar ao lado de Nelson Mandela e dirigiu vários protestos em locais públicos contra o governo branco, inglês, na África do Sul, mesmo sendo alto dignitário da igreja Anglicana. Foi pelo reconhecimento pelos seus esforços que lhe foi conferido o prêmio Nobel da Paz. De lá para cá Desmond Tutu já recebeu 4 prêmios internacionais por seu trabalho pela igualdade entre as raças. Até a Pontifícia Universidade Católica do Paraná o condecorou com o título de Dr. Honoris Causa. Tutu era casado e tinha quatro filhos. Trevor Tutu, o filho mais velho, um pouco mais polêmico do que seu pai, estando certa vez no aeroporto de Londres, fez uma denúncia de bomba em um avião da South African Airways e o aeroporto foi evacuado. O rapaz foi condenado por causar pânico desnecessário, mas ele se recusou a aceitar e cumprir a sentença e acabou preso do mesmo jeito em Johanesburgo. Durante o show na abertura da Copa do Mundo de 2010, que foi realizada na África do Sul, o bispo Desmond Tutu resolveu se apresentar publicamente trajando o uniforme da Seleção Sul-Africana, fez um discurso eloquente no palanque da comemoração provocando entusiasmo no público presente. Ele falou sobre o nacionalismo e destacou os efeitos que a Copa teria no país e no final da sua fala ele pediu que o povo saudasse o presidente Nelson Mandela que era outro líder contra o apartheid. Tutu é respeitado por toda a população de seu país natal por sua luta incansável contra a segregação racial. Certa vez Mandela disse que “a voz de Desmond Tutu será sempre a voz dos sem vozes”.

Está aí um homem que lutou pelo bem de seu povo, algo que está cada vez mais raro no mundo egoísta em que vivemos. Hoje cada um defende o seu direito e raramente o direito dos outros, mas foi isso que Tutu fez. O mesmo que Jesus também já havia feito há 2.000 anos quando andou por toda parte fazendo o bem (At.10:38).

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