Meditação de Pôr do Sol 07/06/2019 por Creuza Aparecida de M S Izidoro dos Santos
07/06/2019
Meditação diária de 09/06/2019 por Flávio Reti – George Stephenson
09/06/2019

Meditação diária de 08/06/2019 por Flávio Reti – Arthur Charles Clark

08 de junho

Isaías 6:6  “Então, voou para mim um dos serafins trazendo na mão uma brasa vida tirada do altar”

Arthur Charles Clark

Um pouco de tecnologia não vai ofender nossos leitores. Pois bem, todos sabem que acima de nossas cabeças estão centenas, note bem, centenas, de satélites geoestacionários transmitindo e recebendo dados de internet, sinais de telefonia e sinais de televisão. Eles estão localizados em uma faixa fictícia de 250 quilômetros de largura que acompanha a linha do Equador e a uma altitude de 36 mil quilômetros. Valendo-se da lei da inércia, que um corpo no vácuo não altera seu estado de movimento ou de estacionário, eles lá estão, sempre na mesma posição em relação à terra. Se a terra gira a 1675 quilômetros por hora, um satélite a 36.000 quilômetros acima da terra, para estar sempre no mesmo lugar em relação à terra deverá girar com uma velocidade muito maior, porque o raio é maior, e na realidade é isso que acontece, 11.000 quilômetros por hora. O giro orbital dos satélites obedecem às leis do cientista Kepler e às leis da gravitação universal. Um belo dia, Clark, um escritor britânico de ficção científica, escrevendo um livro de nome UMA ODISSEIA NO ESPAÇO, deixou escapar a ideia de que se os homens conseguissem colocar um satélite no espaço, a 36.000 quilômetros, ele lá ficaria e não cairia devido à sua massa, sua velocidade e a atração gravitacional da terra. Essa foi a sua maior contribuição, expor a teoria dos satélites geoestacionários como uma futura (pelo menos nos seus dias era futura) ferramenta para o desenvolvimento das telecomunicações. Essa sua proposta saiu em um artigo de uma revista chamada Wireless Word (Mundo sem fio) com o seguinte título: Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage? (Podem estações de foguetes dar cobertura de rádio no mundo inteiro?). Em 1945, muito antes de existir televisão, ela ainda estava no projeto. Desde então, a órbita geoestacionária passou a se chamar cinturão de Clark. Atualmente, o cinturão de Clark está quase congestionado com tantos satélites colocados lá para telecomunicações, alguns já aposentados e outros novos chegando. Por exemplo, o Brasil tinha 4 satélites, Brasilsat B1, B2, B3 e B4, mas apenas o B4 ainda está ativo, os demais já são lixo espacial abandonados por lá.

O homem sempre quis dominar o espaço. Desde os dias de Ícaro, filho de Dédalo, na mitologia grega, que tentou voar com umas asas coladas com cera. Ele chegou a voar, segundo a mitologia, mas ao sair o sol, a cera se derreteu e Ícaro despencou no solo e morreu. Na torre de Babel, relatada em Gênesis (Gênesis 11:1-9), os homens queriam fazer uma torre que tocasse nos céus. Com a invenção dos aviões o homem finalmente conseguiu voar e em parte dominar o espaço, até colocar satélites no espaço, enviar e recuperar a estação orbital Mir, de fabricação russa, pousar na lua, lançar telescópios que estão há anos viajando pelo espaço pesquisando outros planetas. Mas eu ainda espero o dia em que Jesus vai voltar e nós seremos arrebatados para encontrar com o Senhor nos ares (I Tess.4:17). Privilégio dos privilégios, vamos voar sem fazer uso de tecnologia, mas no poder de Jesus. Que dia maravilhoso há de ser aquele! Eu quero estar presente e subir com Cristo, que tal?

Os comentários estão encerrados.