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Dia da Natação

“E estenderá as suas mãos no meio disso, assim como as estende o nadador para nadar…” Isaías 25:11

Era comum, na vila onde nasci, haver enchentes que duravam dias. Nessas ocasiões os meninos mais arteiros saíam a procura de cavalos que estivessem pastando pelas bordas do rio e passavam-lhe um corda pelo pescoço, improvisava um cabresto e forçava o cavalo a entrar na água.

Como a tendência natural do cavalo é nadar para atravessar o rio, nós segurávamos no rabo dele e íamos esquiando agarrados no rabo do cavalo. Não tinha como ele dar coices, porque dentro da água é impossível. Embora soubéssemos nadar, sem nenhuma técnica, lógico, esquiar no rabo do cavalo era mais divertido. Esperávamos com ansiedade a época das enchentes para nos divertirmos no rio e nos rabos dos cavalos. Pobres dos cavalos que estivessem por lá quando a gente descia para as bandas do rio. Eles fatalmente serviriam de esqui por algumas horas, pra lá e pra cá. Nessas horas nadar, para nós, era secundário.

Mas, normalmente, a atividade de nadar é recreativa, por simples exercício ou para competições. Existem profissionais aptos a ensinar natação, aplicar testes e fazer avaliação física.

Essa capacidade do homem e de outros animais não aquáticos se deslocar na água recebeu o nome de natação. É uma atividade muito saudável para os músculos e para as articulações do corpo. Muitos médicos receitam natação para pacientes cardíacos ou com alguma deficiência pulmonar.

Na sua última viagem, em direção a Roma, o navio em que Paulo estava ficou à deriva devido a uma tempestade. Paulo lhes garantiu que das duzentas e setenta e seis pessoas a bordo nenhuma se perderia. Ao amanhecer da décima quarta noite à deriva eles se aproximaram de terra firme. E para que alguns prisioneiros não fugissem a nado, os soldados intencionavam matá-los todos. “Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-lhes esse intento. E mandou que os que soubessem nadar fossem os primeiros a se lançar ao mar e alcançar a terra” (At. 27:42, 43). Saber nadar foi uma solução e uma salvação para todos, inclusive para Paulo, mas é uma atividade física que pode ser útil e divertida ao mesmo tempo.

O salmista, numa de suas orações, ele diz para Deus o seguinte: “toda a noite faço nadar em lágrimas minha cama, inundo com elas o meu leito” (Sal.6:6). Naturalmente que é uma linguagem figurada. Ele queria dizer que chorava muito porque estava cansado e magoado por causa dos seus inimigos.

Se você também se sente cansado, talvez magoado com algum de seus amigos, nem precisa ser inimigo, ore a Deus, mas ore como Davi, bastante, quase a ponto de inundar o leito, fazer nadar sua cama.

Você já deve ter ouvido falar que “é na água que se aprende a nadar, não na terra firme”. Entendo com isso que é se debatendo nas dificuldades que conseguimos nos safar delas. De igual modo é lutando na vida espiritual que conseguimos resgatar nossa vida espiritual. Lutar não é privilégio de alguns, é necessidade de todos. Todos temos lutas a vencer, temos “um céu a ganhar e um inferno a evitar”. Lutar, todos temos que lutar, contra a correnteza, sim, contra fortes correntezas, afinal a vida neste mundo é implacável contra todos. Podemos lutar como quem tenta nadar contra a correnteza do Amazonas e poderemos falhar se não formos ajudados pelo Senhor. A presença do Senhor enquanto lutamos as lutas da vida é imprescindível. Nenhum sucesso se obtém alienados da fonte de todo bem, de toda força, de toda bênção. Paulo disse que não é contra carne e sangue que temos de lutar, mas contra os poderes das trevas, contra forças superiores da maldade (Ef.6:12). Isso nos causa arrepios, porque você sabe de quem ele está falando. Dele mesmo, de satanás. Lutar contra satanás pode ser muito mais difícil do que nadar contra a correnteza, mas se este for o caso, vamos fazê-lo com a bênção do Senhor.

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