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07 de outubro

Eclesiastes 9:10  “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do santo é o entendimento”

Samuel Pierpont Langley

Samuel Pierpont Langley foi não apenas astrônomo e físico norte americano, mas foi também

inventor de um aparelho chamado de bolômetro. Assustou com a palavra? Bolômetro ou bolómetro é um instrumento utilizado na medição de radiação eletromagnética incidente através do aquecimento de um material que tem sua resistência elétrica dependente da temperatura. Não era para menos, ele estava atuando na área, era assistente no Observatório do Colégio de Harward, era professor de matemática na Academia Naval americana, depois de ser o diretor do Observatório ele foi professor de Astronomia na Universidade de Pittsburgh no Estado da Pensilvânia e pra terminar foi o fundador do Observatório Smithsoniano de Astrofísica. Recebeu medalhas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos pela sua colaboração no campo da Física Solar. E numa dessas ele inventou o bolômetro, esse aparelho usado para medir a incidência da radiação eletromagnética. Das suas observações vieram os primeiros cálculos sobre o efeito estufa no planeta terra. O homem era sonhador e se interessou em descobrir aparelhos que pudessem voar. Fez várias tentativas de criar aviões que ele chamava de aerodromes, uma espécie de concorrente do avião dos irmãos Wright, considerados pelos americanos como os criadores do avião, ou os primeiros a voarem (uma briga até hoje para desbancar Santos Sumont). Não se assuste, mas em 1896 Langley inventou um avião movido a vapor e o aparelhou voou mesmo, cerca de 1200 metros e só caiu porque acabou o vapor. Era um avião cego, não tinha meios de orientar o voo e além disso máquinas a vapor eram muito pesadas para se manter no ar. Ele pegou dinheiro do Instituto e do governo para suas tentativas de uma máquina voadora, mas nunca concluiu seus projetos. Um dos candidatos a piloto mandou dizer a Langley que “a única coisa que ele alguma vez fez voar foi o dinheiro do governo”. Outro disse que Langley “recebeu recursos para construir castelos no ar”. No entanto, alguns dias depois dos fracassos de Langley, Willbur Whight, membro da família dos irmãos Wright, lançou no espaço, ajudado por uma catapulta, um aparelho mais resistente que custou apenas 1.000 dólares e esse fato levou Langley a desistir de seu propósito. Afastou-se da vida pública, foi para o interior do Estado da Carolina do Sul e lá morreu com o espírito amarrotado, desapontado depois de uma série de ataques cardíacos. Mas mesmo tendo fracassado nas suas tentativas de inventar máquinas voadoras, Langley prestou uma excelente contribuição para a aviação. Depois da sua morte, o aerodrome inicial sofreu várias transformações e voou com êxito nos arredores de Nova York. A despeito de tudo, ele foi honrado com muitas instituições com seu nome, tais como Langley Research Center, NASA, Langley Air Force Base, Langley Memorial Aeronautical Laboratory, Unidade Langley de radiação solar, Porta Aviões USS Langley (CV-1), Porta Aviões USS Langley (CVL-27), Navio Liberdade SS Samuel P. Langley, usado durante a Segunda Guerra Mundial.

Mas a quem interessa honras e louvores depois que a vida se foi? O estado do homem na morte é descrito pelo sábio Salomão assim: “Ora, para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto). Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento” (Ecl.9:4,5). De que adianta? Responda, se tiver uma resposta melhor.

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