Meditação diária de 06/04/2017 por Flávio Reti
06/04/2017
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08/04/2017

Meditação diária de 07/04/2017 por Flávio Reti

Dia do Médico Legista

“Declarou-lhe Jesus: eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” João 11:25

Correu pela vila a notícia que seu Vitório havia achado uma mulher morta. Seu Vitório era dono de um bar, em Guaianás, município de Pederneiras, no Estado de São Paulo. Ele certo dia foi pescar e, por acaso, achou enroscada nos ramos caídos dentro do rio, uma mulher morta. Telefonou para a polícia de Pederneiras e ficou aguardando a chegada dos policiais para retirar o cadáver. Nós, moleques, ficamos eriçados para saber onde era porque queríamos ver também. Uma hora depois os policiais chegaram e como já estava escurecendo eles foram direto para o local. Nós fomos atrás, de bicicleta. Lá chegando, era uma espécie de ladeira para se chegar ao rio e os policiais estacionaram a caminhonete de modo a iluminar com os faróis o rio lá embaixo. Um dos policiais tomou um trago de cachaça e pulou na água. Pegou o corpo e ergueu para que os outros dois pegassem em cima

do barranco do rio. Depois eles levaram até a caminhonete e amarraram a defunta com os pés pra fora da beirada da caçamba. Isso porque eles estavam em 3 policiais e mais o Vitório e não cabiam todos na cabine, logo, um deles deveria ir na caçamba com o aquele mau cheiro horrível. Na hora de amarrar, eu vi quando o policial apertou o nó e a cordinha entrou na carne já podre da perna. Na volta, a caminhonete veio na frente e nós, curiosos de bicicleta, fomos obrigados a vir atrás. A estradinha era apertada e lado a lado da estrada havia capim alto, quase formando um túnel e era o único caminho. Ao passar o mau cheiro ia ficando e nós de bicicleta tivemos que voltar atrás deles suportando aquele fedor horrível. Coisas de moleque.

Mas por que estou contando essa história verdadeira? Porque depois, talvez no dia seguinte, uma equipe de médicos legistas deveriam lidar com aquele corpo em putrefação para determinar a causa mortis. É uma exigência legal e alguém tem que fazer. Essa é a profissão de um legista. Numa cidade como São Paulo, chegam diariamente vários corpos ao IML (Instituto Médico Legal) para serem periciados e a vida do legista se resume nisso. Cortar, virar, explorar defuntos. Não é uma profissão fácil de se desempenhar.

Por outro lado, Deus tem o registro fiel de todas as pessoas que já viveram neste mundo. Um dia, na volta de Jesus, os mortos ressuscitarão. Uns para a vida eterna e outros para perdição eterna.

O apóstolo Paulo, explicando como vai ser, registrou o seguinte: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos em Cristo serão ressuscitados incorruptíveis e nós seremos transformados” (I Cor. 15:52). E Jesus, conversando com os discípulos disse: “em verdade, vos digo que vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do filho de Deus e os que a ouvirem viverão” (Jo. 5: 25). Grande é a nossa esperança na ressurreição que Cristo um dia proporcionará a todos os seus filhos. Enche-nos de um sentimento de ansiedade para saber como vai ser, o que eu vou fazer na hora, e depois, como que eu vou saber me localizar, eu não sei onde me enterraram. Isso não deve ser uma preocupação, por que “ele enviará seus anjos com grande som de trombetas os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma a outra extremidade do céu” (Mat.24:31). Um dia, um anjo me tomará pela mão e me levará até a presença de Cristo, na sua vinda. Eu espero esse dia, e você? Embora eu esteja experimentando ansiedade, ao pensar na forma e na maneira da ressurreição, eu me alegro por poder confiar tudo ao poder de Deus e nas providências que ele já tomou. Há anjos preparados para aquele dia.

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