Meditação diária de 06/01/2017 por Flávio Reti
06/01/2017
Comentários da Lição 2 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira
07/01/2017

Meditação diária de 07/01/2017 por Flávio Reti

Dia da Liberdade de Culto

“… Quando houveres tirado do Egito o meu povo, servireis a Deus neste monte” Êxodo 3:12

Muito se fala em liberdade nos dias atuais. Até se criou um adágio que diz “é proibido proibir”. A liberdade é uma palavra muito ampla que abrange vários aspectos da vida, não apenas liberdade de religião. As pessoas reclamam a liberdade de aderir ou não a uma religião, de orar em casa ou em público, ou mesmo a liberdade de ser ateu. O mundo escolheu o dia 7 de janeiro para dedicar à liberdade de culto e de consciência.

Em dezembro de 1948, no Palais de Chaillot em Paris, foi feita a declaração dos direitos humanos e, na época, adotada pelos 58 países que compunham as Nações Unidas. Nessa declaração ficou expresso que “todo homem tem o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião”.

Essa liberdade de consciência e de religião que todo homem almeja não tem sido a norma no mundo. Embora vivamos bem na frente da chamada “época das luzes” ainda há países que massacram as religiões e sufocam a consciência de seus cidadãos. De passagem, a Coreia do Norte,

a China, a Arábia Saudita e outros ainda imperam absolutamente sobre a liberdade de seus cidadãos.

Muito se tem escrito sobre os mártires da Idade Média. Povos inteiros deixaram de existir sob a perseguição religiosa, a exemplo os Valdenses na Itália, os Uguenotes na França. Cerca de

300.000 deles deixaram a França movidos pela perseguição religiosa sob a batuta de Luis XIV e a revogação do édito de Nantes em 1865, simplesmente porque eram Calvinistas e membros da Igreja reformada.

A liberdade religiosa para os muçulmanos, judeus e outros povos pagãos foi declarada por Maomé lá no século VII d.C. mas sob a condição dos califados recebessem das comunidades um imposto específico. Mas o que se vê ainda hoje é um total desrespeito pela liberdade de consciência. A reforma protestante deflagrada por Martinho Lutero, ao invés de trazer liberdade para o povo alemão e os países baixos, só trouxe perseguição religiosa a ponto de envolver reis e exércitos para reprimir os cristãos. Liberdade de culto e de consciência é um capítulo longo e emaranhado que vem se desenrolando através dos tempos, mas sempre em prejuízo dos adoradores.

Quando Moisés tirou o povo de Israel do Egito, a mando do próprio Deus, era para que eles fossem livres do tacão Egípcio e tivessem a liberdade de adorar a Deus livremente, dentro da promessa feita ao pai da raça, Abraão, de que faria deles uma nação livre.

Quando Jesus falava com seus discípulos, declarou-lhes que “se, ele, o filho, os libertasse, verdadeiramente eles seriam livres” (João 8:36). É difícil entender o pensamento de ser livre enquanto o corpo é escravizado sob qualquer tirania.

A liberdade que desfrutamos hoje ainda é relativa. Vêm aí pela frente dias em que “as fogueiras da perseguição” serão reacendidas. Nossa liberdade aparente que hoje desfrutamos não passa de uma trégua para nos prepararmos para os últimos dias que não prometem ser dias fáceis. Que Deus nos dê compreensão e segurança para estarmos de pé, altivamente esperando

seu aparecimento em glória para nos dar a eterna liberdade, primeiramente do pecado e depois de tudo que nos oprime neste mundo. Os pais peregrinos, os fundadores das treze colônias que deram início ao povoamento dos Estados Unidos, deixaram a Inglaterra e depois a Holanda com destino ao novo mundo depois de serem roubados de sua liberdade de culto. A liberdade está no âmago da pessoa, ninguém admite ser tolhido da liberdade. Mas a verdadeira liberdade só se acha na pessoa de Cristo. “Se o filhos vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.

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