Meditação diária de 05/11/2019 por Flávio Reti – Ruy Barbosa de Oliveira
05/11/2019
Meditação diária de 07/11/2019 por Flávio Reti – Afonso Segreto
07/11/2019

Meditação diária de 06/11/2019 por Flávio Reti – Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon e Bragança

06 de novembro

Êxodo 12:5  “O cordeiro, ou cabrito, será sem defeito, macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras”

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon e Bragança

Entre s filhos do Imperador D.Pedro II ela era a segunda menina que posteriormente foi apelidada de “A redentora” e como possível herdeira do trono do Brasil, ela recebeu o título de Princesa Imperial. Seus dois irmãos morreram e ela passou de fato a ser a herdeira direta do trono do Brasil, mas ela não era dada à política, preferia a vida calma, doméstica e, embora tenha estudado, ela não foi preparada psicologicamente para assumir um trono de um país com essa dimensão. E para complicar a herança do trono, ela se casou com um francês, Gastão, o Conde d’Eu. Mas ela deu umas boas canetadas na ausência de seu pai, como regente, enquanto ele viajava pelo exterior. Ela promoveu a abolição da escravatura assinando a famosa Lei Áurea em 1888. A rejeição dela como rainha sofreu forte oposição, uma porque era mulher, outra porque era católica ferrenha, e a terceira porque se casou com um estrangeiro. A libertação dos escravos gerou um forte descontentamento entre os fazendeiros escravocratas. E acabou que um ano depois houve um golpe militar e a monarquia brasileira foi abolida e ela foi obrigada a se exilar na França. Ao todo, D.Pedro II teve quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Os meninos morreram ainda na infância, mas as meninas sobreviveram. Com a morte dos meninos, D.Pedro II perdeu o ânimo e assim se expressou: “Este tem sido o golpe mais fatal que eu poderia receber, e certamente eu não teria sobrevivido não fosse que ainda tenho uma esposa e duas crianças a quem eu preciso educar para que elas possam garantir a felicidade do país em que nasceram”. As duas meninas tinham uma “aio”, como era costume da corte, e esta lhes ensinava Língua e Literatura Portuguesa, francesa, astronomia, química, história de Portugal e da França, desenho, dança, piano, economia, política, geografia, geologia e filosofia. Quando ficou adulta, Isabel, além de falar muito bem Português, sua língua nativa, falava fluentemente francês, Inglês e alemão. Mas seu pai falhou em não discutir com elas os problemas do país politicamente, não lhes mostrava os documentos legais do País, não as levava aos escritórios governamentais, não despachava tendo-as no gabinete, não permitia que elas estivessem presentes em audiências. Ela podia até ser a herdeira, mas uma herdeira não capacitada pela educação que teve nos negócios do país. Uma curiosidade de Izabel: Era loira, tinha olhos azuis, meio gordinha e baixa, além de não ter sobrancelhas.

Meu amigo Valdir Negreli sempre me dizia que as pessoas são como pavão. Muito bonitos mas sempre tem as pernas cascudas. As meninas tinham tudo, além de uma educação esmerada, mas também tinham defeitos. E assim é, nós nunca somos perfeitos, sempre vamos apresentar defeitos de alguma maneira, especialmente defeitos de caráter. Pode ser que nosso orgulho não nos deixe reconhecer, mas quando Deus nos olha, ele vê inclusive nosso interior e julga o nosso coração. Temos que forçosamente reconhecer que somos todos como o pavão, temos defeitos e somente a graça de Jesus para nos aceitar com nossos defeitos. Aliás foi Jesus mesmo quem disse “vinde a mim todos que estais cansados e eu vos aliviarei” (Mat.11:28). Jesus é todo inclusivo, ele incluiu todos a quem queria aliviar.

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