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05/10/2019
Meditação diária de 07/10/2019 por Flávio Reti – Samuel Pierpont Langley
07/10/2019

Meditação diária de 06/10/2019 por Flávio Reti – Humphry Davy

06 de outubro

Lucas 6:25  “…Ai de vós que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis”

Humphry Davy

Você conhece a palavra hilário, ou hilariante? Já ouviu falar do gás hilariante? Pois bem, ao conhecer Humphry Davy você vai conhecer também o gás hilariante. Humphry Davy foi um químico britânico que ficou conhecido pelas experiências que fazia para obter alguns gases e suas ações sobre outros materiais, sobre as pessoas, até que chegou ao gás denominado protóxido de azoto (óxido nitroso conhecido assim atualmente) que era um gás hilariante. Esse chamado gás hilariante (óxido nitroso, protoxido de nitrogênio ou ainda protoxido de azoto) é um gás incolor composto de duas partes de nitrogênio e uma parte de oxigênio, e cuja fórmula química é N2O. Quando falamos em gás hilariante, o que nos vem à cabeça? Um gás que provoca riso nas pessoas. Mas na verdade ele provoca um certo efeito anestésico e um estado de euforia, mas logo é seguido de náuseas e perturbações do sistema nervoso motor, ele danifica as funções cerebrais. Na verdade ele foi descoberto por Joseph Priestley, um teólogoclérigo dissidentefilósofo naturaleducadorteórico e político britânico que publicou mais de 150 obras, mas foi Humphry Davy que sugeriu o nome do gás porque quando estava trabalhando na cidade de Bristol, no sul da Inglaterra, investigando as propriedades de certos gases que estavam sendo descobertos na época, ele percebeu que as pessoas visitantes no Instituto riam sem causa aparente ao tomar contato com o gás, assim, ele deu o nome de gás hilariante ao óxido nitroso. Os químicos modernos de hoje já sabem que o gás hilariante é um anestésico fraco que até pode ser usado em algumas intervenções leves e rápidas, porque o seu uso prolongado danifica o cérebro. Em 1800 Alessandro Volta inventou suas primeiras pilhas elétricas que evoluíram para as atuais baterias e Humphry Davy estava fazendo eletrólise com a pilha para separar alguns sais como potássio, sódio, cálcio, magnésio e com isso ele foi descobrindo uma série de sais e gases nesse campo da eletroquímica. O riso tem muitas outras explicações. Essa contração dos músculos da face seguida de um estado de euforia tem histórias e mais histórias por trás dela.

O riso pode ser de alegria, pode ser de zombaria, pode ser de hipocrisia, de sarcasmo, de disfarce, de descontrole emocional e por aí vai. Sara riu quando o anjo do Senhor anunciou o nascimento de Isaque e aquele foi um riso de descrédito. Alguns versículos usam-no como um sinal de escárnio (Salmo 59:8, Salmo 80:6; Provérbios 1:26), e outros ainda fazem declarações incisivas sobre a natureza do próprio riso. Salomão, por exemplo, fez a seguinte observação em Eclesiastes 2:2: “Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?” Ele então continua a dizer, em 7:3: “Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração.” Provérbios 14:13 diz o contrário: “Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza.” Ambos os versículos são verdadeiros: uma pessoa triste pode rir para cobrir a sua tristeza, e uma pessoa pode chorar mesmo sendo interiormente feliz. Assim, não só a emoção não consegue nos dar a verdade, mas também vemos que o riso nem sempre é indicativo de alegria, mas pode significar raiva, tristeza ou escárnio. Da mesma forma, a falta de riso não significa automaticamente tristeza. Rir é uma experiência subjetiva.

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