Meditação diária de 05/09/2019 por Flávio Reti – Mem de Sá
05/09/2019
Culto de Adoração (Sábado 07/09/2019)
06/09/2019

Meditação diária de 06/09/2019 por Flávio Reti – Hendrik Verwoerd

06 de setembro

Salmos 133:1  “Óh,  quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”

Hendrik Verwoerd

Você, por certo, já aprendeu a ter uma repulsa natural ao ouvir o nome Adolf Hitler, pelas atrocidades que ele cometeu, pelas ideias Darwinianas que ele adotou na política do mais forte que sobrevive, mas nem de longe você suspeita de Hendrik Verwoerd, um político da África do Sul que veio a ser o principal implantador do regime de segregação racial conhecido por Apartheid considerando os negros e outras etnias menores em uma subclasse de indivíduos como inferiores, incapazes e que deveriam sempre ser sujeitados e nunca elevados a postos de destaque. Era pior do que a escravidão, porque um escravo na maioria das vezes era querido pelos seus donos e criado junto de seus filhos, as amas de leite inclusive amamentavam os bebês de seus senhores e viviam na casa dos barões e donos de engenho. Ele foi primeiro ministro na África do Sul até o dia em que foi assassinado e depois da sua morte, muitas ruas e vilas que levavam o seu nome tiveram os nomes apagados e receberam outros nomes como vingança da política por ele praticada e muito mais depois de 1994 quando aconteceu o fim do apartheid. Com essa política estúpida a gente pensa que ele era algum aventureiro que por acaso chegou ao posto superior da nação, mas não, ele tinha mestrado e doutorado, era psicólogo e sociólogo, tinha instrução, deixou vários trabalhos escritos em diversas Universidades de vários países, não tinha razões para fazer o que fez contra os negros. Depois de formado e com bastante experiência de vida ele ainda foi continuar seus estudos na Inglaterra e nos Estados Unidos. Na essência ele queria que os negros ficassem segregados em seus cantões, tivessem o que precisassem por lá e não se misturassem com os brancos, uma espécie de Nação com vários estados internamente. Até as universidades deveriam ser dedicadas a negros e a brancos separadamente. O que se poderia esperar de um governante com essas ideologias esdrúxulas? Ele foi baleado em 1960, na cidade de Johanesburgo, quando dava abertura numa comemoração de Páscoa em um parque público. Com essa tentativa de assassinato ele parece que perdeu o norte da vida. Em seguida outra tentativa de assassinato, um outro descontente o esfaqueou e Hendrik morreu em consequência das facadas que levou. Esse foi o fim do homem que instaurou a política do Apartheid na África do Sul.

Agora observe a política de Jesus, que era toda inclusiva. João disse que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16) e depois o próprio Jesus acrescentou; “vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mat.11:28). Como se vê, a política de Jesus era inclusivista, incluía a todos, não havia segregação. Isso me dá uma certa confiança porque eu me sinto incluído no amor de Deus manifestado na pessoa de Jesus. Não consigo ver um lampejo de separação quando observo o trato de Jesus com os discípulos a ponto de nunca afastar nem mesmo aquele que o traiu. Realmente todos cabem dentro do amor de nosso Deus.

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