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07/01/2017

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Dia de Reis

“Naqueles dias não havia rei em Israel, cada qual fazia o que parecia bem aos seus olhos” Juízes 17:6

No Brasil existe uma manifestação cultural religiosa, mormente praticada pelos adeptos do catolicismo, que às vezes recebe os nomes de Dia de Reis ou Folia dos Reis. É, segundo eles, uma reminiscência dos magos que visitaram Jesus no seu nascimento e que na cultura popular se diz que eram reis magos, ou reis sábios que vieram do Oriente para adorá-lo.

Em alguns países onde o catolicismo é a religião dominante essa data passa a ser muito importante, até mais importante do que o Natal. No estado do Rio de Janeiro, o povo se organiza e continua com as festas e folias até o dia 20 de janeiro quando comemoram o dia de São Sebastião, o padroeiro do estado.

Estamos falando de uma tradição que se originou na Espanha desde o século XIX e que ganhou espaço no Brasil devido ao sincretismo religioso aqui existente. Virou tradição e data comemorativa sem qualquer significado para os evangélicos a não ser o fato de que os magos são citados na bíblia, mas não há na bíblia o que comemorar nesse dia. Os festejos incluem danças pelas ruas com dançarinos fantasiados de reis e rainhas, com músicas folclóricas alusivas e com comidas típicas de cada região. De rei mesmo nada tem. Não passa de uma tradição sem muito significado para nós. Não se encontra entre os participantes da folia de reis nenhum rei de verdade. Só fantasia de começo ao fim. Aliás, no mundo inteiro o sistema de reinado está caindo em desuso. Apenas alguns países como Espanha, Inglaterra, Arábia Saudita, ainda mantém o rei no seu cargo no sistema de reinado, mas não deixa de ser também uma figura folclórica, sem nenhuma atuação política.

Nos dias dos juízes em Israel ocorreu uma época em que o povo não tinha quem os conduzisse, não tinha uma liderança, e a bíblia explica dizendo que “naqueles dias não havia rei em Israel”.

A pessoa de um rei que ia à frente do seu povo nas conquistas e nas batalhas era muito significativo e também porque mantinha o povo em torno de um objetivo comum. O rei também representava liderança, orientação, julgamento justo de suas querelas, era um fator de unidade nacional. Na cultura de Israel um rei fazia muito sentido. Para eles era algo necessário, inclusive pediram a Deus através dos profetas que lhes constituísse um rei para que “fosse diante deles”. Mesmo contrariado, Deus lhes deu seu primeiro rei, Saul, que se provou no final de sua vida um fracasso. Mas aconteceu que o povo substituiu a direção de um rei divino e eterno pela direção de um rei humano. Outros reis vieram na esteira da tradição e a maioria deles foi desastrosa para o povo. Se “quando não há rei o povo perece” e quando há rei o povo perece também, qual é, então, a solução? Trocar de rei. Deixar Deus reinar em nossa vida ainda é e continuará sendo a melhor solução. Foi ele “quem nos fez, somos ovelhas de seu pastoreio” (Sal. 79:13).

Então, por que vamos perecer quando temos um rei, a saber, o rei dos reis, à nossa frente, por trás de nós, acima de nós, ao redor de nós, em todas as direções, disposto a ser nosso rei, nosso Deus? O problema é que eu me julgo um pequeno rei do meu espaço, da minha casa, da minha vida e não abro mão para dar lugar a alguém mais dirigir a minha vida. Acontece que sob a força da tentação, seus defeitos de caráter tomam as rédeas e o mal triunfa supremo na vida.

Mesmo os governos de verdade que são estadistas e gente preparada não compreendem as causas sobre as quais se fundamentam o presente estado das coisas na sociedade. Os que detém as rédeas do governo não conseguem resolver o problema da corrupção em todos os níveis, da miséria,

da criminalidade e muitos indivíduos, ignorantes de tudo querem manter o controle da vida nas mãos enquanto deixam Deus de fora. Não funciona dessa maneira. Nosso futuro eterno está nos objetivos de Deus e ele sabe o que pensa em nosso favor. Vamos deixar que ele reine em nossa vida.

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