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Meditação diária de 05/12/2019 por Flávio Reti – Arnon Afonso de Farias Mello

05 de dezembro

I João 2:29  “Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele”

Arnon Afonso de Farias Mello

Antes da leitura de hoje, quero fazer duas perguntas a você que está lendo: 1ª) Esse sobrenome Mello lembra alguma coisa a você? 2ª) Você acha que existe alguma justiça praticada pelos homens nesta terra? Se eu disser que se trata de um parlamentar que foi jornalista, advogado, político e empresário brasileiro você ainda não conseguiu chegar a decifrar quem realmente é. Mas se eu disser que foi o pai de Fernando Collor de Mello, o ex-presidente, tio da ministra Zélia Cardoso de Mello, tio de PC Farias aquele tesoureiro da campanha de Collor que foi assassinado. Agora você já se situou na história. Esse Arnon Farias, jornalista que era, trabalhou em vários jornais do país até que teve seu próprio jornal, Gazeta de Alagoas, no Estado de Alagoas. Aproveitando seu grau de instrução, advogado, sendo dono de um jornal até influente, ele enveredou pelos caminhos da política e galgou o posto de senador em 1962. Ele foi um daqueles chamados senadores biônicos da política brasileira. Mas aconteceu que em 1963, dentro do Senado Federal, enquanto seu oponente político Silvestre Péricles estava na tribuna discursando, o Sr. Arnon Farias disparou três tiros a cinco metros de distância, mas errou os três. Mais afastado estava o senador José Kairala, do Acre, que recebeu erroneamente um dos tiros no peito. Era seu último dia de trabalho. Ele foi socorrido, mas não resistiu e faleceu. Os dois beligerantes, Arnon e Péricles, foram presos em flagrante, mas mesmo com tantas testemunhas, preso no ato, homicídio qualificado, os dois ficaram apenas alguns dias na prisão e foram soltos e inocentados pelo tribunal do júri de Brasília. Nem sequer Arnon de Mello teve o mandato cassado e nem qualquer punição imposta pela mesa do Senado. Foi por isso que eu fiz no começo dessa leitura aquela segunda pergunta (Você acha que existe alguma justiça praticada pelos homens nesta terra?) se você achava que existia justiça. Vale lembrar aqui a lapidar frase de Rui Barbosa ao afirmar que “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” e muito antes, 740 anos antes Cristo, o profeta Isaías já declarava o seguinte: “Pelo que o direito se tornou atrás e a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas ruas e a equidade não pode entrar” (Is.59:14). Você tem dúvida de que a justiça anda tropeçando pelas ruas? É o nosso maior anseio morar numa terra onde haja justiça em todas as suas nuances, no lar, na escola, no trabalho, nos negócios, nas igrejas, no país, na corte de justiça onde ela mais está faltando. O apóstolo Pedro manifestou esse anseio ao dizer que “nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra nos quais habita a justiça” (II Ped.3:13).

Como podemos perceber, todos esperam pela justiça que, por certo, só virá da parte de Deus, porque Deus é justo e um dia ele se manifestará trazendo a sonhada justiça que tanto esperamos.

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