Nota de falecimento: Severino Alexandre Sobral
04/11/2019
Meditação diária de 06/11/2019 por Flávio Reti – Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bourbon e Bragança
06/11/2019

Meditação diária de 05/11/2019 por Flávio Reti – Ruy Barbosa de Oliveira

05 de novembro

Salmos 8:4  “Que é o homem para que te lembres dele? E o filho do homem para que o visites?”

Ruy Barbosa de Oliveira

Tenta dizer, se conseguir, o que Ruy Barbosa não foi, não era. Porque ele foi político, diplomata, jurista, advogado, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador. Tem razão a crítica quando se levanta e aponta Ruy Barbosa como um dos mais brilhantes intelectuais que o Brasil já teve no início da República. Ele foi o autor da primeira constituição da República, grande defensor do federalismo, do abolicionismo e das garantias dos direitos individuais. Grande estudioso da língua Portuguesa além de orador entusiasmado, mas falava perfeitamente outras línguas. Talvez por isso tenha sido um dos membros cofundador da Academia Brasileira de Letras. Conta-se, não se prova, que quando esteve em Haia, na Holanda, representando o Brasil na II Conferência de Paz, ao ocupar a tribuna teria dito: “Em que língua quereis que vos fale?” e saiu de lá com o apelido de “Águia de Haia”. Ele deixou muitas frases milenares, que estão atravessando séculos e ainda fazendo impressão na linguagem do Brasil. Certa vez foi convidado para paraninfar uma turma de formandos em direito no Rio de Janeiro, mas na última hora não pode ir por motivos de doença. Então, enviou o material escrito para ser lido na formatura. Esse material foi depois impresso e transformado em um livro com o nome de “Oração aos Moços”. É nele que encontramos a mais profunda visão da sociedade de Ruy Barbosa nas seguintes palavras: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a se desanimar da virtude, rir da honra e ter vergonha de ser honesto”. Quando se lê os comentários sobre sua vida, o que se destaca é o seguinte: Libertador de cativos, defensor de oprimidos, educador do povo, reformador da pátria, apóstolo de todas as causas liberais, o maior entre os seus, no seu tempo (Palavras de Afrânio Peixoto, um médico, professor e crítico literário). Seu professor, Antonio Gentil Ibirapitanga, observando-o aos 5 anos de idade disse o seguinte: “Este menino de cinco anos de idade é o maior talento que eu já vi”. Aos 11 anos, estudando no ginásio (antigo segundo Grau, hoje Ensino Médio) o professor chamou o pai de Ruy e disse o seguinte: “Seu filho nada mais tem a aprender comigo”. Terminado o Segundo Grau, como não tinha idade para entrar na faculdade, ele passou um ano estudando alemão. Em toda sua vida Ruy Barbosa foi um homem público, sempre envolvido com a política, com os ministérios que ocupou, com os jornais onde sempre escrevia e relacionado com grandes personagens do Brasil recém republicano. Entre os grandes personagens do Brasil sempre vai estar no topo da lista o nome de Ruy Barbosa, o baixinho que se tornou grande, o Águia de Haia que tem, ainda hoje, um busto seu no palácio da paz em Haia.

Como se vê, o conceito de um grande homem é assim descrito pela lente dos homens, seus iguais. No final todos são iguais perante a lei. Mas o céu tem uma outra medida para medir os grandes homens. São grandes aqueles que se deixam dirigir pelo Espírito Santo de Deus. Para Deus, o homem só é grande quando se apresenta de joelhos. Por isso o apóstolo Pedro disse “humilhai-vos diante da potente mão de Deus para que ele a seu tempo vos exalte” (I Pedro 5:6).

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