Utilidade Pública – Setembro Mês de Prevenção ao Suicídio
04/09/2019
Meditação diária de 06/09/2019 por Flávio Reti – Hendrik Verwoerd
06/09/2019

Meditação diária de 05/09/2019 por Flávio Reti – Mem de Sá

05 de setembro

Colossenses 3:2  Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra”

Mem de Sá

Inicialmente era um fidalgo de origem portuguesa que foi empossado como administrador de uma das colônias no Brasil recém descoberto, exatamente porque a expansão territorial do Brasil era muito grande e impossível de ser administrada por um só representante da coroa. Ele foi nomeado depois como o terceiro governador geral do Brasil. Ele até que fez alguma coisa boa para o Brasil, como fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, ocasião em que perdeu um sobrinho, braço forte dele, com uma flechada ao tentar controlar os índios. Incentivou a produção de açúcar, mercadoria cara na Europa onde o açúcar era feito apenas de beterraba e aqui com a cana de açúcar era 90% mais barato. Errou ao estimular o tráfico de negros da África para as lavouras de cana e de café, mas negou escravizar os índios catequizados. Ele foi um governante tremendamente forte e governou até morrer. Aconteceu que Portugal enviou um substituto, D.Luis de Vasconcelos, mas este teve a infeliz sorte de ter seu navio atacado por corsários franceses e ele foi morto na viagem. Com isso o governo ficou, sem ser pensado, nas mãos de um outro sobrinho de Mem de Sá, Correia de Sá. Mem de Sá não era um aventureiro qualquer, era formado em direito, nascido em Coimbra apenas dois anos antes do descobrimento do Brasil. Seus pais nem de longe sonhavam que seu filho um dia seria o governador geral desse imenso país pelos Portugueses descoberto. Profissionalmente ele foi corregedor, desembargador e para espairecer gostava de fazer versos, assim como seu irmão Sá de Miranda. Em 1537, quando ele estava com 39 anos, ele ganhou do governo português uma sesmaria aqui no Brasil, na região que hoje está a cidade de Ilhéus, na Bahia, mas nunca havia vindo de Portugal aqui para visitar as terras presenteadas. Mas em 1556, D. João III o nomeou governador geral do Brasil, com isso ele se viu obrigado a vir conhecer suas próprias terras. Parecia um bom presente, mas era uma tremenda enrascada, porque os franceses já estavam instalados por aqui e já haviam conquistado a simpatia dos índios contra os portugueses e ele foi enviado para cá exatamente para dar um jeito de recuperar a terra e expulsar daqui os franceses. Mem de Sá nunca mais voltou para sua terra natal porque morreu por aqui, em Salvador, em março de 1572 quando o Brasil comemorava 72 anos de existência depois do descobrimento.

Você está percebendo a luta pela glória da conquista?  Percebeu como os homens lutam e brigam por um pedaço de terra neste mundo? Parece que já está no coração da humanidade este afã de conquista, de posse, de ter cada vez mais coisas, especialmente terra que significam poderio, superioridade. Mas que é isso tudo se um dia fatalmente vamos morrer e deixar tudo por aqui mesmo, como aconteceu com Mem de Sá e acontece com tantos outros? É muito trabalho para tão pouco tempo e tão pouca oportunidade de desfrutar do fruto de nosso trabalho. Por isso que o apóstolo aconselhou: “pensai nas coisas que são de cima e não nas coisas que são da terra”. O homem parece que aprendeu olhar só para baixo, dificilmente lhe ocorre olhar também para cima de onde todo dom e toda dádiva vem, do pai que vê e sabe o que mais necessitamos, que por certo não é de terras. É de Jesus!

Os comentários estão encerrados.