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05/05/2019

Meditação diária de 05/05/2019 por Flávio Reti – Cândido Mariano da Silva Rondon

05 de maio

I Pedro 2:17  “Honrai a todos, amai os irmãos e temei a Deus…”

Cândido Mariano da Silva Rondon

Nos livros didáticos de história ele é mais conhecido como Marechal Rondon apenas e o comentário se resume em dizer que foi um militar sertanista que desbravou o Mato Grosso. Bem, ele era de descendência indígena, porque seus bisavós maternos foram índios Bororó e Terena e o bisavô paterno era da tribo Guará. Ele foi criado por um tio porque muito cedo, ainda criança, ficou órfão e foi morar no Rio de Janeiro onde frequentou a Escola Militar por duas razões: Era do governo e portanto gratuita e além disso os formados já saíam com o título militar de sargentos, recebendo soldo como sargentos. Mas Rondon foi além do currículo, ele estudou matemática e ciências físicas e biológicas, tudo isso na Escola superior de guerra, sempre por ser gratuita. Sendo militar e como tal funcionário público, ele recebeu a missão de construir uma linha telefônica ligando o Estado de Mato Grosso ao Estado de Goiás, porque o governo central se preocupava com a região muito isolada e depopulada com uma grande extensão de fronteira exposta à invasões dos países vizinhos, assim linhas telefônicas facilitariam a comunicação com o centro do nosso país. E Rondon foi o cara, ele executou a contento a missão dada, desbravou muitas terras, estendeu linhas telefônicas e telegráficas, mapeou as terras e o que de melhor ele fez foi estabelecer boas relações com os indígenas encontrados no meio do projeto. Para se ter uma ideia, ele manteve contato, sempre amigável, com os índios Bororó, Nhambiquara, Jaru, Karipuna, Boca Negra, Macurape e Ariquemes. Ele não fez apenas linhões telegráficos, ele abriu estradas interligando Cuiabá ao Araguaia, Cuiabá a Goiás, Cuiabá e a Corumbá na fronteira com a Bolívia. Ele esteve presente na construção da Ferrovia Madeira Mamoré na região da Amazônia criando o Estado de Rondônia, região que precisava ser ocupada para não ser perdida para a Bolívia. Com tanta experiência na área de construção de estradas e linhas telegráficas, ele foi elevado ao posto de Engenheiro do Exército. É dele a orientação para a criação do SPI (Serviço de proteção ao índio). Dizem que sua intenção era interligar o Brasil de leste a Oeste e de Norte ao Sul, daí ter ele cunhado a expressão “Do Oiapoque ao Chuí”. Dos seus contatos e negociações com os indígenas ele chegou a aprender várias línguas naturais indígenas e sua técnica de aproximação era dando presentes aos índios nos primeiros encontros. Os presentes eram espelhos, facões e facas, panelas, redes para dormir e outros utensílios domésticos que cativavam a curiosidade dos índios que sempre esperavam que ele voltasse trazendo mais alguma novidade. A região da tribo Guaporé recebeu futuramente o nome de Rondônia em sua homenagem e assim é até hoje o Estado de Rondônia. Ele é também homenageado com a rodovia Marechal Rondon no Estado de São Paulo, com nomes de ruas e praças e escolas em vários lugares.

Quanto título e quanta homenagem para um homem que, embora merecidas, não lhe trouxeram mudança de seu status de humano, fato é que ele morreu como todos morrem. Já, quando aceitamos a Jesus, recebemos o honroso nome de “filhos de Deus’ e esse nome vai nos conferir acesso à vida eterna que representa uma honra inda mais subida que qualquer mortal jamais recebeu. Vamos aguardar confiantes o dia dessa honraria.

 

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